
Um espaço de diálogo e mobilização marcou a agenda ambiental de Rio das Ostras. A sede do Ponto Cultural CEPRO – Centro de Educação Popular de Rio das Ostras recebeu a plenária do Fórum Popular de Justiça Ambiental e Climática do Município, reunindo estudantes, docentes universitários, ativistas ambientais, representantes do Sindicato dos Professores, moradores, Pescarte, Uff e integrantes de iniciativas ligadas à pesca artesanal e ao trabalho com mulheres pescadoras.
O encontro promoveu debates sobre os impactos das chuvas recentes no Município, especialmente os alagamentos registrados em diferentes regiões da cidade, com o objetivo de discutir soluções e fortalecer a participação social frente às emergências climáticas.
Entre os encaminhamentos discutidos, se destacou a proposta de construção de uma ação junto ao Ministério Público voltada à reparação das vítimas dos últimos alagamentos. A plenária também apontou a necessidade de elaborar um planejamento anual de atuação do Fórum, articulado a um programa permanente de formação política e popular em justiça ambiental e climática, ampliando a conscientização e a participação cidadã no Município.
“A plenária deliberou pela construção de uma ação junto ao Ministério Público, com o objetivo de assegurar a reparação às vítimas dos alagamentos. A iniciativa será fundamentada em levantamentos técnicos, escuta qualificada das comunidades atingidas e na articulação interinstitucional, visando à responsabilização dos entes competentes e à implementação de medidas estruturantes de prevenção e mitigação dos impactos socioambientais”, contou Brenda Iolanda, responsável pela plenária.

Também participaram da plenária, estudantes do Pré-Vestibular Social do CEPRO e do Projeto de Formação de Lideranças Comunitárias da Cozinha Solidária. Durante o evento, foram relatadas dificuldades de circulação nas áreas de alagamento, transtornos no transporte público e prejuízos ao cotidiano da população em decorrência das fortes chuvas. Os participantes também destacaram os riscos à saúde provocados pela exposição à água contaminada, fator que amplia a incidência de doenças e agrava situações de vulnerabilidade social.
Com base nos relatos apresentados, o encontro reforçou a percepção de que enchentes e alagamentos têm se tornado recorrentes em Rio das Ostras, atingindo de forma mais intensa os territórios populares.
“Receber a plenária do Fórum no CEPRO reafirma nosso compromisso com a educação popular e com a defesa da justiça ambiental e climática. Este encontro fortalece a mobilização social e amplia o diálogo em busca de soluções concretas para os desafios enfrentados pela população de Rio das Ostras”, conta Guilhermina Rocha, presidenta do Cepro.




