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Fabinho Sapo, empresário e ex-candidato a prefeito de Maricá, denuncia caos econômico com o possível fim da moeda Mumbuca

O município de Maricá enfrenta um cenário de grande instabilidade econômica e social após o comunicado do Instituto E-Dinheiro, responsável pela gestão da moeda social Mumbuca. Em nota oficial divulgada no dia 30 de setembro, a instituição informou que, em virtude do término do termo de colaboração com a Prefeitura, a plataforma poderá encerrar suas atividades no próximo 31 de outubro de 2025, estabelecendo um calendário de encerramento das operações.
Segundo o comunicado:
•03/10 – Último dia para vendas realizadas em Mumbuca pela plataforma e-Dinheiro.
•20/10 – Último dia para resgate integral dos recursos pelos comerciantes.
A possibilidade de encerramento da moeda social preocupa comerciantes e famílias, já que cerca de 70% da economia de Maricá gira em torno da Mumbuca. Criada como um instrumento de inclusão e fortalecimento da economia local, a moeda tornou-se, ao longo dos anos, o principal meio de circulação financeira da cidade. Caso seja de fato descontinuada, o impacto poderá ser devastador para a economia maricaense.
A denúncia de Fabinho Sapo
Diante desse quadro, o empresário e ex-candidato a prefeito de Maricá, Fabinho Sapo, fez um pronunciamento contundente, denunciando o que considera um caos econômico causado pela atual gestão municipal. Para ele, a falta de planejamento e a ausência de medidas de contenção diante da crise ameaçam mergulhar a cidade em um colapso social.
“Estamos diante do possível fim da Mumbuca, e isso não pode ser tratado como algo normal. Não se trata apenas de contratos ou questões técnicas, mas do sustento de milhares de famílias e da sobrevivência de pequenos comerciantes. O comércio está apavorado, e a população não sabe como ficará no mês seguinte. É inadmissível que a atual gestão trate essa situação com descaso. Maricá precisa de seriedade, de uma administração que governe para o povo e não de politicagem com o prato de comida da população”, afirmou Fabinho Sapo.
Risco de colapso econômico
Especialistas e comerciantes já alertam para o risco de quebra generalizada no comércio, aumento do desemprego e retração do consumo. Mercados, padarias, farmácias e prestadores de serviço — que recebem a maior parte de seus pagamentos em Mumbuca — podem ser obrigados a fechar as portas caso não haja uma solução rápida.
Além disso, beneficiários dos programas sociais pagos em moeda local podem perder a possibilidade de gastar o auxílio nos estabelecimentos, gerando insegurança alimentar em milhares de lares.
Pedido por gestão responsável
A denúncia de Fabinho Sapo reforça a pressão popular para que a Prefeitura apresente com urgência um plano emergencial, que assegure a manutenção da moeda ou, no mínimo, garanta uma alternativa que não deixe a população desamparada.
“Não podemos esperar o pior para só então tentar resolver. O povo de Maricá merece respeito, dignidade e compromisso. Se nada for feito agora, veremos uma cidade mergulhada em desemprego, fome e desespero. Essa é a consequência da irresponsabilidade da atual gestão”, concluiu Fabinho Sapo.
Enquanto a Prefeitura não se posiciona de forma clara e oficial, a população vive dias de incerteza e apreensão, temendo que o possível fim da moeda Mumbuca destrua uma das maiores conquistas sociais da história de Maricá.

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