Cidades

Exonerações na Alerj expõem vínculos familiares e políticos ligados a Max Lemos

Imagens que circulam nas redes sociais desde as últimas horas trouxeram à tona nomes de servidores recentemente exonerados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que, segundo apuração jornalística, integravam — ou mantinham ligação direta — com a estrutura política do ex-deputado estadual Max Lemos.

Entre os casos que mais chamam atenção está o de Ana Paula Lemos, esposa do parlamentar, que ocupava cargo de confiança na Alerj com remuneração de R$ 31.705,89. A nomeação, somada ao vínculo familiar, levantou questionamentos nas redes sociais sobre critérios de escolha e o princípio da impessoalidade na administração pública.

Outro nome citado é Leonel Lemos, irmão do ex-deputado, exonerado de função com salário de R$ 6.500,00. A presença de familiares diretos em cargos públicos reforçou o debate em torno do possível favorecimento político dentro da estrutura legislativa.

A lista divulgada inclui ainda outros nomes ligados ao entorno político de Max Lemos, como Angélica Barcia, secretária com remuneração de R$ 9.741,00; Maria Deotéria Alves, conhecida como Deo Alves, com vencimentos de R$ 4.333,20; e Joiceny Bazeth, cerimonialista que recebia R$ 3.023,86. Todos os valores eram pagos com recursos públicos.

Segundo a apuração, a exoneração em massa — que atingiu cerca de 200 servidores — foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial. Pelo menos 20 dos exonerados teriam ligação direta ou indireta com o ex-deputado. O caso reacendeu discussões sobre o efetivo cumprimento da carga horária na Alerj, já que alguns dos nomes citados aparecem com frequência em eventos políticos e compromissos externos.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a nomeação de familiares não é automaticamente ilegal, desde que respeite a legislação vigente. No entanto, a concentração de vínculos familiares e políticos em cargos de confiança costuma gerar questionamentos sobre moralidade administrativa e transparência no uso do dinheiro público.

O espaço permanece aberto para manifestações dos citados. A Alerj, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre os critérios das exonerações nem sobre os vínculos apontados.

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