
Com as eleições de 2026 se aproximando, cresce a reflexão sobre o papel de Mesquita no cenário político estadual. Hoje, a cidade conta com Renato Miranda como deputado estadual, um avanço importante, já que ter alguém da terra ocupando cadeira na Alerj significa voz ativa para as demandas locais. Mas surge uma pergunta inevitável: por que essa conquista ainda é algo raro e não constante?
Mesquita já teve outros nomes que chegaram ao Legislativo, como Daniela Guerreiro, e agora volta a ter representação. Entretanto, se analisarmos o tamanho da cidade, seus desafios e a necessidade urgente de políticas públicas mais sólidas, uma verdade se impõe: um deputado é pouco para quem precisa muito.
Ter um representante é um passo.
Ter mais de um é estratégia.
Mais mandatos da cidade significariam mais emendas, mais força política, mais olhar para os problemas reais do dia a dia: transporte que ainda não atende como deveria, saúde que precisa de investimento constante, áreas de lazer escassas, cultura pouco estruturada, segurança que demanda atenção permanente. É preciso ampliar a presença de Mesquita no centro das decisões.
O eleitor mesquitense precisa encarar um ponto crucial: se queremos melhorias para cá, não adianta votar em candidatos que só aparecem em época de eleição e depois somem do mapa. Precisamos apostar em quem conhece nossas ruas, nossas dificuldades e nossa realidade desde dentro, não apenas por discurso.
2026 será decisiva para a cidade.
A pergunta que fica é clara e direta:
Mesquita vai se contentar com uma única voz na Alerj — ou vai transformar essa eleição em um movimento para multiplicar sua representatividade?
A cidade já mostrou que sabe eleger.
Agora precisa mostrar que consegue eleger mais de um.




