Polícia

Efeito Erika Hilton: vereadores querem proibir trans em presidência de comissão em BH

Proposta é mais uma reação à eleição de psolista para presidir Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara

Vereadores de Belo Horizonte apresentaram uma proposta para proibir mulheres trans de presidirem a Comissão de Mulheres da Câmara Municipal da capital mineira.

O movimento é uma nova frente de reação do campo da direita à eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Federal. Parlamentares de oposição ao presidente Lula (PT) contestam a escolha com base no argumento de que a psolista é uma mulher trans.

Em Belo Horizonte, o projeto apresentado pede a mudança de nome da estrutura para “Comissão de Defesa das Mulheres e da Maternidade” e que a presidência seja exercida “obrigatória e exclusivamente por vereadora cujo sexo biológico feminino esteja registrado no respectivo registro civil de nascimento“.

A proposta foi levada à Câmara com as assinaturas de 19 dos 41 vereadores, incluindo Fernanda Altoé (Novo), aliada do ex-governador Romeu Zema (Novo), e Vile Santos (PL), aliado do deputado Nikolas Ferreira (PL) e pré-candidato à Câmara Federal, e ainda será avaliada pela Mesa Diretora antes da votação em plenário.

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