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Disputa entre Prefeitura do Rio e Governo do Estado esquenta após apreensão de ônibus que faria integração com a Baixada Fluminense

A disputa política envolvendo o transporte público na Região Metropolitana do Rio de Janeiro ganhou novos capítulos após declarações do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a apreensão de ônibus que fariam parte de um projeto de integração entre a capital e municípios da Baixada Fluminense.

Segundo o prefeito, agentes do Governo do Estado, comandado por Cláudio Castro, apreenderam veículos que seriam utilizados para ampliar a ligação entre a Baixada e o sistema de transporte da cidade do Rio. A proposta, de acordo com Paes, permitiria que moradores da região realizassem viagens em menos tempo e com custo reduzido.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito criticou duramente a ação do governo estadual. “Hoje, enquanto traficantes sequestravam nossos ônibus na Praça Seca, em mais um episódio da perda de autoridade na segurança pública do governo Cláudio Castro, agentes desse mesmo governo sequestraram ônibus nossos que iriam atender a população da Baixada com mais dignidade, em viagens pela metade do preço e na metade do tempo”, escreveu.

A postagem também menciona que os ônibus fariam parte de um projeto de integração metropolitana, pensado para melhorar a mobilidade de trabalhadores que se deslocam diariamente entre municípios da Baixada Fluminense e a capital.

No vídeo divulgado pelo prefeito, aparece a informação de que o Governo do Estado teria rebocado ônibus da prefeitura que fariam a integração com a Baixada, reforçando o clima de tensão entre as duas esferas de governo.

A situação reacende o debate sobre a necessidade de integração entre os sistemas de transporte da Região Metropolitana do Rio, especialmente para moradores de cidades da Baixada Fluminense, como Mesquita, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Belford Roxo, que dependem diariamente do deslocamento para trabalhar na capital.

Enquanto a disputa política segue nas redes sociais e nos bastidores da administração pública, milhares de trabalhadores continuam aguardando soluções concretas que possam reduzir o tempo de viagem, o custo do transporte e melhorar a qualidade da mobilidade na região metropolitana.

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