Cidades

Crise na saúde acirra tensão política na Baixada Fluminense e expõe racha entre lideranças

O cenário político da Baixada Fluminense voltou a esquentar após declarações do ex-prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, que fez duras críticas ao deputado federal Doutor Luizinho diante da queda significativa nos repasses da Saúde estadual para o município.

De acordo com Miranda, a redução — que chega a cerca de 97% — compromete diretamente o funcionamento dos serviços públicos de saúde, impactando o atendimento à população e ampliando os desafios enfrentados pela gestão municipal.

O ex-prefeito também levantou a hipótese de que a decisão teria motivação política, associando o cenário à sua pré-candidatura a deputado federal. A declaração evidencia um possível desgaste dentro do grupo político que, até então, caminhava alinhado ao governador Cláudio Castro.

Procurado pela reportagem, o deputado federal Doutor Luizinho se manifestou sobre o caso e negou qualquer motivação política na redução dos repasses.

“Não existe perseguição política. Os recursos da saúde seguem critérios técnicos, de planejamento e execução orçamentária. Nosso compromisso é garantir que os investimentos cheguem à população com responsabilidade e transparência”, afirmou.

O parlamentar também destacou que eventuais ajustes nos repasses podem ocorrer de acordo com reavaliações administrativas e reforçou que permanece aberto ao diálogo com os municípios.

Nos bastidores, o episódio é visto como um indicativo de ruptura e reposicionamento de forças políticas na região, podendo influenciar diretamente as articulações para as eleições de 2026.

Especialistas apontam que disputas dessa natureza, quando envolvem áreas sensíveis como a saúde, tendem a gerar forte repercussão social e política, ampliando a pressão sobre gestores e representantes públicos.

Enquanto isso, a população segue sendo a principal afetada, aguardando soluções que garantam a continuidade e a qualidade dos serviços essenciais.

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