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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de Lulinha

A sessão foi interrompida devido a uma confusão entre os parlamentares

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou, nesta quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solicitação refere-se ao período de 1° de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026. Acompanhe:

O governo trabalhou para que todos os 87 requerimentos fossem votados em conjunto para, então, serem derrubados. A oposição, por sua vez, queria votar cada um dos itens isoladamente. No final, em votação simbólica, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), consagrou a vitória da oposição. Logo após a aprovação, houve briga e empurra-empurra entre os parlamentares, o que levou a TV Senado a interromper a transmissão do colegiado.

Membros do governo partiram para cima da mesa onde estavam o presidente e o relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa tentou barrar a aproximação, assim como deputados da oposição. O clima ficou mais tenso após uma confusão entre os deputados Rogério Correia (PT-MG), governista, e Evair Vieira de Melo (PP-ES), da oposição.

Governistas defendiam a votação em bloco, alegando que havia uma blindagem por parte do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que, segundo eles, apenas pautaria requerimentos favoráveis à oposição. “A partir do momento que o senhor (Viana) colocar na pauta os requerimentos, estamos dispostos a analisar os demais. O senhor coloca na pauta requerimentos já rejeitados e não coloca elementos que não foram analisados”, afirmou Correia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que conversou com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva. Durante entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL, o petista foi indagado sobre a investigação da Polícia Federal a respeito de fraudes no INSS que lesaram pensionistas e aposentados. A indagação mencionou, ainda, o fato de terem ocorrido diversas citações a uma mulher relacionada ao filho de Lula, que teria recebido dinheiro por meio de Antônio Carlos.

Lula afirmou que a investigação sobre os descontos ilegais aos beneficiários — que totalizam cerca de R$ 6,3 bilhões — teve início após o governo federal tomar conhecimento do ocorrido por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), da CGU (Controladoria-Geral da União) e da Polícia Federal. Ele disse que, pela primeira vez na história, o governo solicitaria a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

“A orientação do governo é para investigar tudo o que tiver de ser investigado. Quando saiu o nome do meu filho, eu o chamei e disse: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você irá pagar o preço. Se você não tiver, se defenda’”, declarou.

Essa não foi a primeira vez que o petista falou sobre o assunto. Em dezembro de 2025, Lula afirmou que, “se tiver filho meu metido nisso, vai ser investigado”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte https://istoe.com.br/cpmi-do-inss-aprova-quebra-de-sigilo-bancario-de-lulinha

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