
Por Edimilson Ávila, Rafael Nascimento, g1 Rio — RIO DE JANEIRO
O policial penal João Henrique Marques da Silva, que atuava como coordenador regional de presídios do Rio de Janeiro, foi exonerado nesta terça-feira (31) após transferir de Benfica para Bangu 8 o ex‑deputado estadual Rodrigo Bacellar em um carro blindado de uso pessoal e não no veículo designado oficialmente para transferência de presos.
Bacellar foi levado da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, Bangu 8, na Zona Oeste, em um Corolla semelhante ao utilizado por diretores, coordenadores, secretários e subsecretários.
O preso deveria ter sido transferido em um carro modelo Ranger, com adesivo da Secretaria de Polícia Penal (Seppen). A exoneração foi determinada após a apuração do procedimento considerado irregular pela Seppen.
“Por descumprir uma determinação minha, ele foi exonerado”, afirmou ao blog a secretária da pasta, Maria Rosa Lo Duca Nebel.
Entrada no sistema prisional
Rodrigo Bacellar deu entrada em Benfica, no dia 27 de março. Segundo relatos, ele permaneceu no setor de classificação da unidade, sem ser recolhido a uma cela comum.
No dia seguinte, 28 de março, após passar por audiência de custódia, Bacellar retornou a uma sala da cadeia.
Transferência em viatura administrativa
Ainda segundo informações apuradas pela secretaria, o ex‑deputado foi recebido pelo coordenador das Unidades Prisionais do Grande Rio, o policial penal João Henrique Marques da Silva, conhecido como Marques.
Por determinação da secretaria, Bacellar deveria ser transferido para Bangu em viatura oficial. No entanto, de acordo com a pasta, a condução foi feita na viatura pessoal e administrativa do coordenador — um veículo blindado do modelo Corolla, semelhante ao utilizado por diretores, coordenadores, secretários e subsecretários.
A transferência teria ocorrido com acompanhamento de uma viatura oficial do Serviço de Operações Especiais (SOE).
O g1 tenta contato com João Henrique Marques da Silva e com a defesa de Rodrigo Bacellar.




