
Na prática, quase 70% do bolo passa a depender do que cada time fizer em campo. Isso muda o jogo para os grandes. O Flamengo, por exemplo, só chega ao patamar que antes recebia como cota fixa se for campeão. A ideia exigiu negociação e um acordo político que só saiu com a adesão dos clubes de maior torcida, que aceitaram repactuar o modelo.
Antes, com o atraso do Vasco para assinar o contrato, a divisão era bem desigual: o Flamengo ficava com R$ 27 milhões, Fluminense e Botafogo com R$ 13,5 milhões cada, e o Vasco com R$ 7 milhões. Agora, os organizadores separaram R$ 30 milhões como parcela fixa do contrato: Botafogo, Fluminense e Vasco recebem R$ 6,6 milhões cada, enquanto o Flamengo fica com R$ 10 milhões.
O restante, R$ 46 milhões, entra no trilho da performance. Os oito clubes que avançarem às quartas de final (quatro de cada grupo) recebem R$ 1 milhão cada. Quem somar mais pontos na fase de grupos leva a Taça Guanabara e ainda garante mais R$ 1 milhão de bônus.
A partir daí, a escalada vira corrida por etapas. Os quatro semifinalistas recebem R$ 5,5 milhões cada. Quem chegar à final soma mais R$ 5 milhões. O campeão embolsa outros R$ 5 milhões. No desenho atual, ficar bem colocado na fase de grupos vira quase obrigação para quem quer faturar mais — e também para evitar um mata-mata precoce entre grandes nas quartas, que pode derrubar um deles antes das premiações mais altas.
Com o novo modelo e o dinheiro reforçado, a competição ganha apelo e pressão ao mesmo tempo. Resta saber se isso vai se traduzir em jogo bom e arbitragem que aguente o tamanho do campeonato.
A primeira rodada está marcada para 14 de janeiro. E tem um detalhe que mexe com o começo da tabela: como o Flamengo saiu de férias mais tarde após disputar o Intercontinental da Fifa, o clube deve jogar as quatro primeiras partidas com o time sub-20.




