
A saída de John Textor da conturbada SAF do Lyon, na França, parece estar destravando antigos planos engavetados do empresário no Brasil. Com foco total agora na SAF do Botafogo — seu projeto mais promissor no futebol —, começam a ganhar forma ideias antes mantidas em banho-maria. A mais ambiciosa delas: a construção de um estádio próprio para o clube, em um terreno de 170 mil metros quadrados na Barra da Tijuca.
A notícia vazou nesta terça-feira e logo circulou entre os principais portais esportivos. A proposta é ousada: erguer uma arena com capacidade para cerca de 30 mil torcedores, arquibancadas coladas ao campo e gramado retrátil — conceito moderno que permite a adaptação do espaço para shows e outros grandes eventos, nos moldes de estádios europeus e americanos.
Apesar de a diretoria do Botafogo afirmar que a compra ainda não foi finalizada, fontes próximas ao projeto indicam que o terreno teria sido adquirido em abril por um valor entre R$ 80 e R$ 100 milhões. A área, conhecida como “Rio dos Passarinhos”, fica a poucos metros do Parque Olímpico, cerca de dois quilômetros do Riocentro e menos de um quilômetro da Farmasi Arena, o que reforça o apelo logístico da localização.
O projeto prevê ainda a construção de um hotel em frente ao estádio, inspirado nos grandes complexos esportivos dos Estados Unidos, onde a estrutura ao redor do campo de jogo se torna fonte contínua de receitas. A proposta já teria sido levada à Prefeitura do Rio, responsável por aprovar o empreendimento, e estaria em fase inicial de trâmites burocráticos. Um dos planos logísticos inclui até a extensão da linha do metrô da Barra até a futura arena.
Se confirmado, o novo estádio representa um marco na história do Botafogo e um símbolo da nova fase vivida pelo clube sob a gestão da SAF. Para os torcedores, é a promessa de uma casa alvinegra de verdade: moderna, rentável e, quem sabe, tão icônica quanto o velho Caio Martins ou o Nilton Santos.
https://diariodorio.com/botafogo-prepara-estadio-na-barra-com-cara-de-europa/




