
Os episódios se concentram, principalmente, no trecho do final da Praça Floriano, da Praça Mahatma Gandhi e da Rua do Passeio. Comerciantes e moradores relatam que parte dos envolvidos seria formada por usuários de tíner, solvente utilizado na diluição de tintas, vernizes e outros revestimentos, e que eles teriam migrado de Copacabana após ameaças atribuídas ao grupo conhecido como “Justiceiros de Copacabana”.
Queda no movimento atinge bares históricos
Como foi noticiado pelo DIÁRIO DO RIO nesta última quinta-feira (11/02), o impacto já aparece no caixa de estabelecimentos que são símbolos da boemia carioca. O tradicional Amarelinho, que funciona há 105 anos na Praça Floriano, registrou queda de cerca de 50% no faturamento. No vizinho Super Bar, a retração chega a aproximadamente 30%.
Pressão política por reforço no policiamento
O cenário mobilizou o poder público. O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pretende solicitar uma nova reunião com representantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para discutir medidas específicas de segurança na área. Um encontro entre autoridades e comerciantes já ocorreu nesta semana.
Segundo levantamentos do Instituto de Segurança Pública, entre janeiro e outubro do ano passado, o Centro do Rio registrou mais de cinco mil furtos de celulares, crescimento de 36 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Durante o carnaval de 2025, a alta foi ainda mais expressiva. As ocorrências passaram de 515 registros para 750 no ano seguinte.




