
O domingo (25) começou cedo no Centro do Rio e com cara de Carnaval. Encerrando o primeiro fim de semana de festas no Circuito Preta Gil, o Bloco da Lexa tomou a Rua Primeiro de Março e arrastou uma multidão logo pela manhã, com a cantora no alto do trio elétrico puxando um coro a céu aberto. Confira a lista dos blocos de rua do Rio de Janeiro em 2026.
A presença de público foi celebrada pela Riotur. “O segundo dia de megabloco e este segundo fim de semana de blocos confirmam que o Rio já está completamente tomado pelo espírito do Carnaval”, afirmou Bernardo Fellows, presidente da Riotur. “A cidade vive uma ocupação intensa, alegre e diversa dos espaços públicos, com milhões de pessoas nas ruas celebrando de forma organizada, segura e democrática”, completou.
A apresentação marcou o retorno de Lexa aos blocos de rua no Rio, depois de um ano afastada da folia. Um dos nomes mais populares do funk e do pop, ela subiu no trio com figurino pensado para homenagear a pluralidade musical brasileira, tema escolhido para o Carnaval de 2026.
Emocionada, a cantora falou da volta ao circuito. “Voltar é um sinal que a vida continua e que eu sou muito forte. Eu amo fazer isso, estou muito feliz de estar realizando o bloco hoje. Faço porque sou apaixonada”, disse Lexa.
Logo na abertura, ela cantou um cover de “Sinais de Fogo”, sucesso de Preta Gil, celebrando a artista que dá nome ao circuito de megablocos do Rio. No repertório, vieram hits como “Sapequinha”, “Chama Ela” e “Só Depois do Carnaval”, além de músicas como “Combatchy”, parceria com Anitta e Luísa Sonza, e “Amiga com Amiga”, lançada na última semana com MC GW e MC Carol.
O trio ainda recebeu participações de artistas como Lorena Simpson, MC Nito, Lenny e DJ Jhury. O encerramento ficou por conta de Naldo Benny, que dividiu o fim do desfile com Lexa.
No fim, a cantora disse que o Carnaval de rua ajuda a aproximar o público. “Acho que aproximei mais do público porque os blocos de rua, o show gratuito, viabiliza com que as pessoas vejam todo o meu trabalho e não gastem. Eu nasci no Carnaval, digo que sou cria do Carnaval”, afirmou. “Ver o meu trabalho indo tão longe é muito importante”, completou.
Só Caminha leva clima mais leve ao Humaitá
A folia também se espalhou por outros pontos da cidade. No Humaitá, na Zona Sul, o tradicional Só Caminha desfilou no Largo dos Leões e reuniu quem preferiu um bloco com menos aperto e mais clima de bairro. O tema deste ano foi de contos de fadas, escolhido, segundo a produção, para estimular fantasias e agradar público infanto-juvenil e adulto.
Um dos fundadores, Gabriel Antunez, reforçou o perfil do bloco. “O nosso bloco é para as pessoas do Rio, da comunidade em nosso entorno. A ideia é fazer um bloco que seja família, que seja entre amigos”, contou. “Não toleramos brigas. Se acontecer algo, a gente tira e o bloco não recomeça até tudo estar organizado”, disse.
Criado em 2009 por um grupo de amigos de Botafogo e Humaitá, o Só Caminha hoje tem cerca de 100 integrantes na bateria, comandada pelo mestre Caliquinho, conhecido pela passagem na Fiel Bateria da escola de samba São Clemente. “Quando nós criamos o bloco, todo mundo estava na faixa dos 20. A gente gostava de samba, frequentava as rodas e começou a tocar em blocos de rua”, lembrou o organizador.



