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Bicheiro mais procurado do Rio, Adilsinho é preso em Cabo Frio

Adilsinho controlava 45 municípios fluminenses e tinha cinco mandados em aberto

Por Lucas Araújo

Um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro foi preso na manhã desta quinta-feira (26). Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi capturado em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), composta pela Polícia Federal e pela Polícia Civil.

A prisão encerrou um período de fuga de Adilsinho, que estava com mandado em aberto expedido pela Justiça Federal. Ele também é procurado pela Justiça Estadual, apontado como mandante de homicídios. A operação contou com apoio do Serviço Aeropolicial. Imagens registradas pela polícia mostram Adilsinho entrando em um helicóptero momentos após ser preso (assista abaixo).

Desde pelo menos 2005, passou a acumular capital para investir no contrabando de cigarros, negócio que movimenta bilhões. No jogo do bicho, avançou sobre territórios antes controlados pelo bicheiro Bernardo Bello. No carnaval carioca, exerce influência como patrono e presidente da escola de samba Salgueiro.

Um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro foi preso na manhã desta quinta-feira (26). Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi capturado em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), composta pela Polícia Federal e pela Polícia Civil.

Cúpula do bicho e maior distribuidor de cigarros falsos do RJ

Contraventor de 55 anos, Adilsinho é considerado pelas autoridades um dos maiores criminosos do estado. Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio, ele é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, controlando ao menos 45 dos 92 municípios fluminenses por meio de empresas de fachada, como a Adiloc Comercial Distribuidora.

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Sua trajetória no crime começou com a fabricação de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, as chamadas “draculinhas”, usadas para manipular apostas em favor de quadrilhas do jogo do bicho. Ele foi investigado nas operações Furacão (2008) e Dedo de Deus (2011) da Polícia Federal, chegou a ser condenado em primeira instância por associação criminosa e falsidade documental, mas escapou da punição após a prescrição do processo no Tribunal Federal da 2ª Região.

Desde pelo menos 2005, passou a acumular capital para investir no contrabando de cigarros, negócio que movimenta bilhões. No jogo do bicho, avançou sobre territórios antes controlados pelo bicheiro Bernardo Bello. No carnaval carioca, exerce influência como patrono e presidente da escola de samba Salgueiro.

Para o secretário de estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, a prisão demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial.

Adilsinho: O perfil do contraventor carioca preso no RJ

Entenda quem é Adilson Oliveira Coutinho Filho e suas atividades ilícitas.

Principal Atividade: Contrabando de cigarros

Considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro, controlando ao menos 45 municípios.

Ligação com o Jogo do Bicho

Membro da cúpula do jogo do bicho, expandindo sua influência sobre territórios antes dominados por Bernardo Bello.

Acusações e Mandados

Procurado por múltiplos homicídios e organização criminosa, com cinco mandados de prisão preventiva em aberto.

Influência Social

É patrono e presidente da escola de samba Salgueiro, mostrando sua influência para além do submundo.

Início da Carreira Criminosa

Começou com a fabricação de softwares para videobingo adulterados (‘draculinhas’) para manipular apostas.

Cinco mandados de prisão e ligação com crimes violentos

A Polícia Civil apura a participação de Adilsinho em mais de 20 crimes violentos, entre homicídios, sequestros e tentativas de assassinato, sendo frequentemente apontado como mandante. Ele acumulava cinco mandados de prisão preventiva em aberto: quatro por homicídio e um por organização criminosa.

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Foto: Divulgação

A ação desta quinta foi deflagrada a partir de levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da FICCO/RJ. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros mediante domínio territorial e imposição de violência e medo.

Adilsinho foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para as formalidades da prisão e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado.

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