
Proposta apresentada por deputadas do PCdoB busca garantir segurança para profissionais e pacientes em todo o estado do Rio
Depois da invasão à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, que causou pânico entre pacientes e profissionais de saúde, a deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) voltou a defender a criação de rondas policiais permanentes nas unidades de saúde públicas do Estado do Rio de Janeiro. A medida tem como objetivo aumentar a segurança e garantir condições dignas de atendimento para a população — especialmente nas regiões mais vulneráveis, como a Baixada Fluminense.
A parlamentar lembra que a proposta não é recente. Desde 2016, quando ainda exercia mandato como deputada estadual, Rejane apresentou um projeto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para instituir o programa de rondas nas unidades de saúde, mas a matéria acabou arquivada. Agora, com o agravamento da violência e o recente episódio na UPA de Costa Barros, a ideia foi retomada.
Atualmente deputada federal, Rejane repassou a proposta à deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), que reapresentou o texto na Alerj nesta semana. O novo projeto amplia o alcance da medida para todo o território fluminense — incluindo cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti, regiões que concentram um grande número de unidades de pronto atendimento e frequentemente enfrentam problemas de insegurança.
“As pessoas não podem viver com medo nos postos e hospitais. Com a ronda policial na Saúde, o Estado estará presente, garantindo que o SUS seja espaço de paz, cuidado e respeito. É hora de proteger quem salva vidas”, afirmou a deputada federal Enfermeira Rejane.
A proposta prevê um programa integrado entre as secretarias estaduais de Saúde e de Segurança Pública, com o objetivo de manter equipes policiais em patrulhamento constante nas áreas próximas às unidades de atendimento, evitando invasões, agressões e assaltos.
Na Baixada Fluminense, onde episódios de violência em hospitais e UPAs são recorrentes, o projeto é visto como uma medida urgente e necessária. Profissionais de saúde da região relatam que a presença de policiamento preventivo pode garantir mais tranquilidade para o trabalho e segurança aos pacientes.
Com a retomada do projeto, as deputadas do PCdoB esperam sensibilizar o governo estadual e os parlamentares da Alerj para que a proposta avance e seja implementada o quanto antes, assegurando mais proteção e respeito a quem cuida da vida em todo o estado.




