Andy Burnham tomou posse nesta segunda-feira (20) como novo primeiro-ministro do Reino Unido, após a renúncia de Keir Starmer. A nomeação foi oficializada pelo rei Charles III, que convidou o novo líder do Partido Trabalhista para formar governo.
Em comunicado, o Palácio de Buckingham informou que Burnham aceitou o convite do monarca e foi nomeado primeiro-ministro e Primeiro Lorde do Tesouro.
Burnham chegou ao comando do governo após conquistar amplo apoio entre os parlamentares trabalhistas, recebendo 379 indicações de deputados e o respaldo de sindicatos e organizações ligadas ao partido.
Em seu primeiro discurso no cargo, o novo premiê afirmou que pretende recuperar a confiança da população e prometeu apresentar um plano de governo com metas para os próximos dez anos.
Ao deixar o cargo, Starmer destacou avanços de sua gestão, como ações nas áreas social, imigração, defesa e política externa, além de desejar sucesso ao sucessor.
Foto: Toby Shepheard / AFP
Quem é Andy Burnham
Aos 56 anos, Andy Burnham retorna ao centro da política britânica após atuar como prefeito da Grande Manchester. Filiado ao Partido Trabalhista desde a adolescência, iniciou sua trajetória parlamentar em 2001, representando o distrito de Leigh, cargo que ocupou até 2017.
Após vencer uma eleição suplementar em junho, voltou ao Parlamento, requisito necessário para disputar a liderança do partido. Esta foi sua terceira tentativa de assumir o comando dos trabalhistas, depois das candidaturas em 2010 e 2015.
Identificado com a centro-esquerda, Burnham defende maior descentralização administrativa, investimentos em transporte público, fortalecimento do sistema de saúde, ampliação da oferta de moradias e redução das desigualdades entre o norte e o sul da Inglaterra.
Na política externa, tem defendido uma posição mais firme em relação ao conflito em Gaza. Em temas sociais, apoiou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e, mais recentemente, passou a defender uma abordagem menos polarizada sobre questões envolvendo pessoas trans. Também tem revisto parte de seu discurso sobre imigração, adotando posições mais moderadas em relação ao tema.





