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Palmeiras supera Fluminense nos pênaltis e chega à quarta final da Libertadores com Abel Ferreira

Verdão avança mesmo sem grande atuação, conta com mais uma defesa decisiva de Carlos Miguel e mantém vivo o sonho do tetracampeonato continental.

O Palmeiras está novamente na final da Copa Libertadores. A classificação foi conquistada na noite de quarta-feira (21), diante do Fluminense, em uma partida marcada pelo sofrimento, pela cautela excessiva e pela decisão nos pênaltis. Apesar de não apresentar um futebol convincente, o time comandado por Abel Ferreira mostrou poder de reação e confirmou a força que vem construindo na principal competição de clubes da América do Sul.

Após vencer o primeiro confronto por 2 a 1, no Maracanã, o Verdão perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque, resultado que levou a decisão para as cobranças de pênaltis. O goleiro Carlos Miguel voltou a ser decisivo, defendendo uma cobrança, enquanto Marlon Freitas converteu o pênalti que garantiu a vaga na decisão.

Regularidade que impressiona

A classificação reforça uma marca da trajetória de Abel Ferreira no Palmeiras: a presença constante nas fases decisivas da Libertadores. Desde 2020, o treinador português levou o clube a quatro finais em sete edições — 2020, 2021, 2025 e 2026.

O desempenho ganha ainda mais relevância quando comparado ao histórico anterior do clube. Entre 1961 e 2019, o Palmeiras havia disputado quatro decisões da competição. Sob o comando de Abel, o mesmo número foi alcançado em apenas sete edições.

Nesta temporada, porém, o caminho tem sido menos convincente dentro de campo. Depois de terminar a fase de grupos na segunda colocação e superar o Cerro Porteño nas oitavas de final, a equipe precisou das penalidades para eliminar a LDU, do Equador, nas quartas, e o Fluminense, na semifinal.

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Cautela excessiva quase custou a classificação

Diante do Fluminense, o Palmeiras priorizou a organização defensiva e conseguiu controlar boa parte da partida, mas teve dificuldade para criar oportunidades de gol. A estratégia parecia funcionar até os 36 minutos do segundo tempo, quando Hércules encontrou espaço na entrada da área e marcou o gol que igualou o placar agregado.

A postura conservadora gerou apreensão entre os torcedores. Com poucas alternativas ofensivas e sinais de desgaste na reta final, o time permitiu que o adversário voltasse à disputa e levasse a decisão para os pênaltis.

Ainda assim, o Palmeiras mostrou confiança nas cobranças. Carlos Miguel voltou a brilhar, repetindo o protagonismo da fase anterior, e ajudou a equipe a superar um tipo de disputa que já havia provocado eliminações dolorosas em outras temporadas.

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Desafio maior na decisão

A vaga na final mantém o Palmeiras na busca pelo quarto título da Libertadores e pelo terceiro troféu continental sob o comando de Abel Ferreira. A decisão está marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.

O adversário será definido no confronto entre Flamengo e Estudiantes, da Argentina. Para levantar a taça, o Palmeiras precisará apresentar um desempenho mais consistente, sobretudo na criação de jogadas e na capacidade de transformar o controle defensivo em oportunidades de ataque.

A classificação diante do Fluminense confirma a força competitiva do time paulista, mas também deixa um alerta: a tradição recente e a confiança nos momentos decisivos ajudam a explicar o sucesso do clube, porém podem não ser suficientes diante de um adversário que também chega à final em alto nível.

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