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Pelo menos 15 mortos são registrados em ataque a comboio militar na Nigéria

Explosão de mina terrestre e disparos de homens armados atingiram patrulha no nordeste do país; entre as vítimas estão dez soldados e cinco integrantes de uma força civil de apoio.

Pelo menos 15 pessoas morreram em um ataque contra um comboio militar no estado de Borno, no nordeste da Nigéria. A ação ocorreu no sábado (17), quando uma patrulha que seguia por uma estrada próxima à fronteira com Camarões foi atingida pela explosão de uma mina terrestre e, em seguida, atacada a tiros.

Segundo informações repassadas por dois soldados à agência Reuters, as vítimas são dez militares nigerianos e cinco integrantes da Força-Tarefa Conjunta Civil, grupo que auxilia as forças de segurança nas operações contra grupos armados.

Mina terrestre e emboscada

As tropas pertenciam a um batalhão baseado em Gamboru e realizavam uma patrulha entre Gamboru Ngala e a região próxima à fronteira com Camarões.

Durante o deslocamento, uma caminhonete passou sobre uma mina terrestre que, segundo as fontes, provavelmente havia sido instalada por insurgentes ligados ao Boko Haram. Oito soldados morreram no local.

Na sequência, homens armados abriram fogo contra um segundo veículo, matando outros dois militares e cinco integrantes da força civil de apoio.

Seis soldados feridos foram encaminhados ao Hospital Militar Maimalari, em Maiduguri, para receber atendimento.

Região é marcada por ataques insurgentes

O estado de Borno é considerado o principal foco da insurgência do Boko Haram e de uma facção dissidente conhecida como Estado Islâmico na Província da África Ocidental.

Apesar das operações militares realizadas na região, os grupos continuam promovendo ataques contra militares e civis, recorrendo a explosivos instalados em estradas e emboscadas.

Na semana anterior, suspeitos de integrar o Boko Haram haviam matado pelo menos dez soldados e ferido outros 20 durante um ataque coordenado contra uma base do Exército no mesmo estado.

Número de vítimas ainda não foi confirmado de forma independente

As informações sobre o ataque foram fornecidas à Reuters por dois soldados que pediram anonimato. A agência informou que não conseguiu verificar de forma independente o número de mortos.

O porta-voz militar nigeriano, capitão Mohammed Goni, não quis comentar o episódio.

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