O atacante Richarlison, conhecido por seu talento em campo, voltou a abordar em suas redes sociais a conturbada disputa em torno de uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. No último domingo, ele tratou do tema em vídeos, onde rebateu as críticas recebidas por suas reivindicações em relação ao imóvel e explicou sua posição sobre o caso.
A polarização em torno da propriedade, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, tem suas raízes na aquisição dos direitos de ocupação feita por Richarlison em 2020. No entanto, a posse da ilha acabou transferida para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, aliado do senador Flávio Bolsonaro. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu a favor da empresa de Tomaz, tendo encerrado as ações após a desistência dos autores.
No vídeo, Richarlison enfatizou que não deseja reaver a propriedade, mas sim recuperar o dinheiro que investiu. “Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu”, declarou o jogador, deixando claro que sua reivindicação é em virtude do trabalho que realizou para conquistar o bem.
Richarlison também fez questão de criticar aqueles que questionam sua moralidade devido ao fato de ele residir na Europa. Ele destacou que a compra dos direitos do imóvel veio de seu esforço profissional, sem recorrer a roubo ou práticas ilegais. “A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto”, afirmou, ressaltando a legitimidade de suas ações.
O jogador não hesitou em acusar seu ex-empresário, Renato Velasco, de ter envolvimento no episódio, revelando momentos tensos em que pessoas armadas invadiram a propriedade e expulsaram ocupantes do local, incluindo Velasco e sua esposa, que estava grávida na ocasião. Essa narrativa aumenta a complexidade do caso, mostrando um lado obscuro das disputas legais e de posse.
Além de discutir sua situação em relação à mansão, Richarlison compartilhou iniciativas sociais que desenvolve no Brasil. Ele afirmou destinar anualmente cerca de R$ 3 milhões para doações, destacando seu apoio a crianças que precisam de cirurgias e seu envolvimento com o Hospital de Amor, localizado em Barretos, interior de São Paulo.
Em suas declarações, o atacante deixou claro que suas contribuições têm um caráter humanitário e não político. “As coisas que eu faço pelo Brasil, faço por mim mesmo, faço de coração”, enfatizou, reafirmando seu compromisso com ações sociais sem vinculações partidárias.





