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Jovem morta em feminicídio: ex-companheiro se entrega após crime

Feminicídio choca Taboão da Serra

Na madrugada do dia 12 de outubro de 2026, Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, foi assassinada a tiros em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, tendo como principal suspeito o ex-companheiro dela, Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, que, segundo relatos, confessou o crime a familiares antes de fugir.

O trágico incident ocorreu por volta da 0h30 em uma residência na rua Itu, no bairro Jardim Três Marias. Ana Clara e Mateus estavam hospedados na casa de um amigo deste, que não estava presente no momento do crime.

Durante uma discussão, que teve proporções violentas, Mateus disparou um tiro que atingiu o rosto da jovem, resultando em sua morte imediata no sofá da sala.

Confissão e fuga do suspeito

Ao retornar, o proprietário da casa encontrou Mateus no portão. Ele alegou ter cometido o ato de violência “sem querer” e solicitou ajuda para se esconder. No entanto, ao descobrir o corpo de Ana Clara, o amigo se negou a ajudar Mateus e buscou suporte da própria mãe, levando à chamada da Polícia Militar, que chegou ao local por volta da 1h da manhã.

Equipes do Corpo de Bombeiros confirmaram a morte da jovem.

No momento da fuga, Mateus levou uma motocicleta de propriedade do amigo, que estava com a chave na ignição em frente à casa. Durante a investigação, a polícia coletou mensagens de texto e áudios que Mateus enviou à própria mãe, onde admitia ter atirado em Ana Clara e manifestava sua intenção de permanecer foragido.

Histórico de violência

Relatos de amigos e familiares revelaram um contexto de abuso no relacionamento. A tia de Ana Clara mencionou que a jovem frequentemente sofria agressões e até episódios de enforcamento, enquanto a mãe do suspeito afirmava que alertou a vítima sobre o comportamento violento de seu filho.

Cerca de um mês antes do assassinato, Mateus teria se envolvido em um ato de violência ao aplicar um golpe conhecido como “mata-leão” na jovem.

Além disso, testemunhas declararam que, semanas antes do crime, ele mencionou ter comprado uma arma e que planejava matar Ana Clara por não aceitar o término do relacionamento, levando-a a mudar de bairro por questões de segurança.

Elucidação do caso

O registro oficial da ocorrência foi tratado como feminicídio consumado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra. Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local do crime, e o corpo de Ana Clara foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos. Além disso, o celular da vítima foi apreendido para análise e câmeras de segurança em imóveis vizinhos estão sendo verificadas para auxiliar na reconstrução dos eventos, assim como na localização do suspeito e da arma utilizada na tragédia.

O velório de Ana Clara ocorreu no dia 13 de outubro, no Cemitério da Saudade, seguido pelo sepultamento.

A defesa do suspeito não foi localizada para comentar sobre o caso, e as investigações continuam em andamento.

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