Agravamento da Segurança no STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona um relatório alarmante sobre a segurança dos magistrados da Corte. Na data de hoje, Dino compartilhou detalhamentos de ameaças de assassinato e agressões físicas direcionadas a colegas ministros, informações que foram publicadas em seu perfil oficial na rede social Instagram.
“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, afirmou o ministro.
As imagens das mensagens, retiradas do documento produzido pelo próprio STF, mostram a gravidade do clima hostil enfrentado pelos membros da Corte.
Conteúdo das Ameaças
Uma das mensagens revela um conteúdo particularmente violento, onde o autor, com a identidade protegida, anuncia que Dino “será o primeiro a ser fuzilado”, uma retaliação supostamente ligada à sua atuação na proibição do acesso às armas. Outra publicação, igualmente chocante, sugere invadir o STF e fazer com que os ministros, incluindo o próprio Dino, passem pelo mesmo destino histórico de Tiradentes.
Para Dino, essas manifestações de ódio demonstram uma profundidade alarmante, afirmando que o ódio expresso nas mensagens é fruto da disseminação de mentiras que visam incitar a violência. Na legenda, ele enfatiza que a discordância com decisões judiciais deve ser direcionada a instituições competentes, e não através de ameaças de morte ou discursos de ódio.
Impacto nas Atividades do STF
O ministro foi categórico ao afirmar que tais ameaças não impactam sua atuação no Judiciário.
“Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, assegurou. A mensagem transmitida é clara: se a intimidação se instalar no Judiciário, o mesmo deixa de existir.
A preocupação com o bem-estar dos ministros do STF não é nova.
Desde 2019, esses magistrados têm sido alvos frequentes de ameaças, muitas vezes se estendendo aos seus familiares. Naquele ano, o então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, tomou a dianteira ao abrir um inquérito para investigar essas ameaças, processo que se tornou conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em andamento.
Assim, a segurança e a integridade do STF permanecem em um estado crítico, refletindo desafios substanciais à autonomia e à independência do Poder Judiciário no Brasil.





