A deterioração e o esvaziamento de um prédio histórico do século XIX na Ilha de Paquetá reacenderam o debate sobre a preservação do patrimônio público e a educação patrimonial no Rio de Janeiro. O imóvel, que pertenceu à antiga Fazenda São Roque, abrigava a Escola Municipal Pedro Bruno, instituição batizada em homenagem ao pintor e artista paquetaense Pedro Bruno (1888–1949).
Devido à falta de manutenção contínua e ao risco à segurança dos frequentadores, as atividades no edifício centenário foram suspensas. Como solução emergencial, os estudantes foram transferidos para a Escola Municipal Joaquim Manuel de Macedo, localizada no terreno situado logo atrás do prédio original.

Contradição em território de proteção cultural
A situação gera críticas por ocorrer em uma região duplamente resguardada por marcos de preservação e tombamento público:
- Status da Ilha: Paquetá é reconhecida oficialmente como uma Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) devido à sua relevância histórica, paisagística e arquitetônica.
- Título Internacional: O Rio de Janeiro detém a chancela da UNESCO de Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Cultural Urbana desde 2012.
- Exemplo do Poder Público: O caso expõe um contraste entre as cobranças aplicadas pela Prefeitura do Rio a proprietários privados de imóveis históricos e o zelo dispensado aos bens sob responsabilidade do próprio município.

Alerta para outros bens da Ilha de Paquetá
Moradores e defensores da preservação do patrimônio apontam que o descaso com o edifício da Escola Pedro Bruno não se trata de um fato isolado. A ilha reúne diversos equipamentos públicos e espaços históricos que exigem políticas permanentes de conservação, entre os quais se destacam:
- Solar Del Rey
- Parque Natural Municipal Darke de Mattos




