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Planalto teme retaliação dos EUA após negar vistos a assessores de Trump

O governo federal avalia que os Estados Unidos poderão adotar medidas de retaliação após o Itamaraty negar vistos de entrada a dois integrantes do Departamento de Estado norte-americano.

Segundo informações de bastidores, integrantes do Palácio do Planalto foram alertados sobre a possibilidade de a administração do presidente Donald Trump endurecer o tratamento a brasileiros que entram ou permanecem nos EUA, inclusive com deportações nos próximos dias.

A tensão diplomática começou após o Brasil negar os vistos de Riley Barnes e Samuel Samson. O Itamaraty entendeu que a visita poderia ser utilizada para colocar em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

O Departamento de Estado contestou essa justificativa. De acordo com a agência Reuters, os dois representantes viajariam a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho para reuniões com autoridades, líderes religiosos e integrantes da sociedade civil. A agenda previa discussões sobre integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

A negativa ocorreu dias após declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores. As alegações do parlamentar já haviam sido refutadas em diversas ocasiões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o TSE, a Embaixada dos Estados Unidos procurou a área internacional da Corte para tratar da visita, mas não informou a pauta dos encontros. A reunião acabou não sendo realizada devido ao recesso do Judiciário.

Samuel Samson é subsecretário-adjunto do Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), enquanto Riley Barnes ocupa o cargo de secretário-adjunto da mesma área e também atua como embaixador extraordinário para a liberdade religiosa internacional. Ambos integram a equipe da política externa do governo Trump.

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