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Polícia Civil prende chefão do CV no Rio Grande do Norte quando entrava no Maracanã para assistir a jogo do Flamengo

Edenison Luiz Moura de Melo, o Chorão, é apontado pela polícia como o segundo homem na hierarquia da facção no estado do Nordeste

Por Roberta de Souza — Rio de Janeiro
Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam, na noite desta quarta-feira, um dos principais chefes do Comando Vermelho do Rio Grande do Norte. Edenilson Luiz Moura de Melo, o Chorão, foi capturado nas proximidades do Maracanã, momentos antes de entrar no estádio para assistir à partida entre Flamengo e Estudiantes. A prisão foi resultado de um trabalho integrado de monitoramento e troca de informações com a Polícia Civil potiguar.

Chorão é apontado pela polícia como o segundo homem na hierarquia da facção no Rio Grande do Norte. Ele vinha sendo acompanhado pela Draco há dias e, segundo as investigações, alternava sua permanência entre comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão.

Edenison de Melo, o Chorão, em uma foto postada em suas redes sociais — Foto: Reprodução
Edenison de Melo, o Chorão, em uma foto postada em suas redes sociais — Foto: Reprodução

Com base em levantamentos de inteligência, os policiais identificaram que o traficante estaria no Maracanã para acompanhar a partida desta quarta-feira. A equipe realizou a abordagem no momento em que ele entrava no estádio, pouco antes do início do jogo, impedindo qualquer possibilidade de fuga.

O criminoso utilizava as redes sociais para ostentar uma rotina de luxo, exibindo joias, festas e armamentos. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas.

Preso em Macaé

Nesta quarta-feira, policiais da Draco prenderam outro suspeito de integrar o Comando Vermelho no Rio Grande do Norte. O traficante foi localizado num imóvel em Macaé, no Norte Fluminense, após troca de informações e trabalho integrado de inteligência com a Polícia Civil potiguar.

Segundo a polícia, o homem tinha função estratégica na estrutura da facção criminosa e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo “Sindicato do Crime”, grupo rival que atua no Rio Grande do Norte.

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