
Por Vitoria Lopes Gomez
Pesquisadores têm avançado em uma nova estratégia para tratar a doença de Parkinson ao apostar na reposição de células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina (essencial para o controle dos movimentos). A abordagem faz parte de uma linha de estudos em medicina regenerativa e ainda está em fase experimental.
- Sete pacientes, com idades entre 50 e 70 anos, foram acompanhados por dois anos após o transplante;
- Exames mostraram aumento médio de 44% nos níveis de dopamina no cérebro;
- Além disso, houve melhora nos sintomas motores, como tremores e rigidez, com ganhos médios de cerca de 20% – chegando a 50% em um dos participantes.
O Olhar Digital já havia dado os detalhes da pesquisa neste link.
Apesar dos avanços, os especialistas ressaltam que a técnica ainda não representa uma cura. Isso porque o Parkinson envolve alterações mais amplas no cérebro, não se limitando apenas à perda de neurônios produtores de dopamina. Por enquanto, o tratamento busca amenizar parte dos efeitos da doença.
A terapia tem sido testada em pacientes com quadros mais avançados, especialmente aqueles que já convivem com a doença há anos e apresentam resposta limitada à levodopa, principal medicamento utilizado atualmente.
Os próximos passos incluem a ampliação dos testes clínicos para um número maior de participantes, com o objetivo de validar a eficácia e a segurança do método em larga escala. Caso os resultados se confirmem, a técnica pode abrir caminho para novas opções de tratamento no futuro.





