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Pesquisa aponta escuta ativa como habilidade-chave para líderes no cenário digital

Capacidade humana se destaca como diferencial estratégico diante da crescente automação no ambiente de trabalho

Artigo da professora da FGV EAESPAna Carolina Pires de Aguiar, publicado na revista GV Executivo discute como o avanço da inteligência artificial tem intensificado a necessidade de desenvolvimento de habilidades essencialmente humanas, com destaque para a escuta ativa como competência central na liderança contemporânea.

Em um contexto marcado pelo excesso de informação e pela aceleração tecnológica, a experiência, entendida como aquilo que nos atravessa e gera aprendizado, torna-se cada vez mais rara. A hiperconectividade e a busca constante por produtividade reduzem o espaço para reflexão, escuta e construção de relações profundas, elementos fundamentais para uma liderança mais humanizada.

O debate ganha relevância à medida que a inteligência artificial amplia a automação de tarefas técnicas e analíticas, ao mesmo tempo em que evidencia a importância de competências interpessoais. Estudos indicam que habilidades como empatia e escuta ativa apresentam baixo potencial de substituição por tecnologias, consolidando-se como diferenciais estratégicos no ambiente organizacional.

Nesse cenário, especialistas alertam para os riscos da desumanização da liderança, especialmente quando ela é reduzida à busca por resultados e eficiência. A adoção de tecnologias sem o devido equilíbrio pode intensificar relações impessoais e enfraquecer vínculos entre líderes, equipes e organizações. Por outro lado, a valorização de aspectos humanos, como a escuta qualificada, contribui para fortalecer conexões, promover engajamento e melhorar a gestão de conflitos.

A escuta ativa, nesse contexto, vai além de simplesmente ouvir. Trata-se de uma escolha consciente que envolve atenção plena, compreensão do outro e abertura ao diálogo. Essa prática favorece ambientes mais colaborativos, amplia a confiança e estimula a participação das equipes, fatores essenciais para organizações que buscam inovação e sustentabilidade.

O artigo também destaca que, apesar dos avanços tecnológicos, há uma crescente expectativa dos profissionais por lideranças mais empáticas, capazes de promover bem-estar, inclusão e comunicação transparente. No entanto, muitos líderes ainda se sentem despreparados para atender a essas demandas, o que reforça a necessidade dessas competências.

 

Fonte https://portal.fgv.br/noticias/pesquisa-aponta-escuta-ativa-como-habilidade-chave-para-lideres-no-cenario-digital

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