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Inflamação silenciosa: o que o pão de todo dia pode ter a ver com isso – Chef Marcelo Horta

Cansaço constante, dores no corpo, distensão abdominal, enxaquecas frequentes. Sintomas muitas vezes tratados como parte da rotina podem ter uma origem comum: a alimentação — mais especificamente, o consumo diário de alimentos à base de trigo.

O pão, um dos itens mais presentes no café da manhã do brasileiro, entra no centro dessa discussão. Isso porque o glúten, proteína presente no trigo, tem sido associado por especialistas a processos inflamatórios no organismo, especialmente em pessoas com algum nível de sensibilidade.

É a partir desse debate que o Chef e padeiro Marcelo Horta, formado pela Le Cordon Bleu e especialista em panificação sem glúten, propõe uma virada de chave: repensar não apenas o consumo, mas a forma de produzir o pão do dia a dia. À frente do curso “Sem Glúten: Do Zero ao Pão Perfeito”, ele reúne sua experiência — já compartilhada com mais de 45 mil alunos — em uma série de aulas gratuitas e ao vivo.

A proposta é prática e progressiva. Na primeira aula (07/04), o foco é entender o impacto do glúten no organismo e como ele pode estar relacionado a sintomas recorrentes, além de apresentar alternativas ao trigo com o uso de farinhas naturais. No segundo encontro (08/04), os participantes aprendem a criar, do zero, um fermento natural sem glúten — base de uma panificação mais lenta e equilibrada.

A terceira aula (09/04) é dedicada ao preparo completo de um pão artesanal, sem glúten, leite ou conservantes, explorando técnicas que garantem textura e sabor próximos ao pão tradicional. Já no último encontro (12/04), o chef apresenta uma receita especial e aprofunda o aprendizado com um espaço voltado à troca e esclarecimento de dúvidas.

Segundo Marcelo Horta, o problema não está necessariamente no pão em si, mas nos processos industriais que aceleram fermentações e incorporam aditivos, distanciando o alimento de sua forma original. “Quando você entende o processo, você deixa de apenas reproduzir receitas e passa a transformar sua relação com a comida”, defende.

Além da prática na cozinha, o curso também levanta um alerta: até que ponto sintomas considerados comuns podem ser sinais de um organismo em desequilíbrio? E como pequenas mudanças na alimentação diária podem impactar a saúde a médio e longo prazo?

Gratuita, a série de aulas acontece entre os dias 7 e 12 de abril, sempre no início da noite, com inscrições abertas ao público. @chef.marcelohorta

 

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