
A abertura será com Bachianas Brasileiras nº 9, de Heitor Villa-Lobos, obra que condensa bem a marca do compositor ao aproximar a tradição de concerto europeia de elementos rítmicos e melódicos brasileiros. Depois, Erika Ribeiro assume os solos de Rhapsody in Blue, de George Gershwin, em orquestração de Ferde Grofé, numa peça que se firmou como um dos encontros mais conhecidos entre o jazz e a linguagem sinfônica. Para fechar a noite, entra a Sinfonia nº 7 em Lá maior, de Ludwig van Beethoven, obra frequentemente associada à ideia de movimento e impulso rítmico.
O concerto junta três compositores de tempos e universos bem diferentes, mas que seguem muito presentes no repertório. Villa-Lobos aparece como o nome que projetou uma escrita brasileira para o circuito internacional. Gershwin surge no ponto de contato entre o popular urbano e a música de concerto. Já Beethoven entra como uma das referências centrais da tradição sinfônica ocidental. Nesse encontro, o programa ganha um desenho acessível e forte, sem perder densidade.
“Eu sempre fico muito feliz de estar junto com a Orquestra Petrobras Sinfônica, que fez e continua fazendo parte da minha vida. Foi fundada pelo meu pai e lembro-me, ainda criança, de percorrer as fileiras e estantes da orquestra nos concertos da Independência, no hall do edifício-sede da Petrobras, no Centro do Rio”, afirma Carlos Prazeres.
O maestro também liga essa apresentação a uma memória pessoal. “Posteriormente, com o início do patrocínio oficial da Petrobras — que se deu justamente com a Sétima Sinfonia de Beethoven, obra de estreia desse novo momento —, essa relação se tornou ainda mais simbólica para mim. Então, eu tenho dois sentimentos que andam juntos: primeiro, a nostalgia de estar sempre junto a essa orquestra amada e querida do meu coração; e, também, a lembrança do meu pai, com a emoção e a saudade de vê-lo reger justamente a Sinfonia nº 7 com a Petrobras Sinfônica”, diz Carlos Prazeres.
Além do maestro, o concerto terá como convidada a pianista Erika Ribeiro, que construiu trajetória de destaque na música clássica brasileira, com presença frequente em salas de concerto do país e reconhecimento em premiações recentes.
No programa oficial da noite estão Bachianas Brasileiras nº 9, com os movimentos Prelúdio e Fuga; Rhapsody in Blue; e a Sinfonia nº 7, de Beethoven, com os movimentos Poco sostenuto, Allegretto, Presto e Allegro con brio.
Serviço:
Data: 14 de abril de 2026, terça-feira
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, s/nº, Centro
Ingressos: informações no site da Orquestra Petrobras Sinfônica




