
A poucos dias do prazo final para filiação partidária visando as próximas eleições, o cenário político fluminense segue em intensa movimentação. Nesta quarta-feira (1º), o deputado federal Max Lemos confirmou sua saída do PDT e oficializou sua filiação ao União Brasil, reforçando o processo de reorganização das forças políticas no estado do Rio de Janeiro.
Ex-prefeito de Queimados e com trajetória consolidada na Baixada Fluminense, Lemos estava no PDT há cerca de três anos. A decisão de deixar a sigla liderada por Carlos Lupi ocorre em um momento estratégico, marcado por articulações que visam fortalecer candidaturas competitivas para o pleito eleitoral.
Crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o parlamentar tem adotado um discurso de oposição, apontando o que considera falhas na condução da gestão federal. Nos bastidores, a mudança de partido já vinha sendo desenhada ao longo das últimas semanas, com conversas envolvendo lideranças de peso da federação União Progressista.
Entre os nomes que participaram das articulações estão o deputado federal Dr. Luizinho, presidente do PP, e o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que preside o União Brasil no estado. A expectativa é que Max Lemos dispute a reeleição pela nova legenda, agora inserido em um grupo político que projeta ampliar sua bancada na Câmara dos Deputados.
Além do alinhamento ideológico, a mudança também reflete um cálculo político. A federação formada por PP e União Brasil aposta em uma nominata robusta, com potencial para eleger entre sete e dez deputados federais. Já o PDT deve enfrentar um cenário mais competitivo, com projeção de conquistar entre duas e três cadeiras, em uma disputa interna acirrada.
A troca de partido de Max Lemos simboliza não apenas uma decisão individual, mas também o movimento mais amplo de reposicionamento das lideranças políticas do estado, em um período decisivo que antecede o processo eleitoral.




