
Rio – Após represálias do tráfico devido a morte do chefe do Morro dos Prazeres, Claudio Augusto dos Santos, o “Jiló”, de 55 anos, e de mais seis criminosos, o policiamento no Rio Comprido, na Região Central, segue reforçado com equipes dos batalhões da área e tropas especiais na manhã desta quinta-feira (19). Apesar disso, o clima ainda é de apreensão entre moradores e trabalhadores da localidade.
Até o momento, o comércio, que chegou a ser fechado na tarde de quarta (18) por conta violência, funciona normalmente, assim como a circulação dos ônibus. Ainda pela manhã, viaturas ficaram baseadas na Praça Condessa Paulo de Frontin e na Rua Aristides Lobo.
No dia anterior, sete coletivos foram usados como barricadas. Um deles terminou incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no acesso ao Túnel Rebouças, interditando a via, o que provocou retenções no trânsito a partir da Avenida Presidente Vargas.

Morador morto em confronto
O morador Leandro Silva Souza morreu baleado após ser feito refém por bandidos dentro da própria casa durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, na Região Central.
De acordo com o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), as equipes tentavam uma negociação quando foram atacadas a tiros e reagiram. Na residência, o morador acabou baleado e não resistiu. A vítima estava acompanhada da mulher, que não sofreu ferimentos.
“No momento de uma ação covarde, eles entraram na residência, colocaram um casal como reféns e no momento que a gente estava buscando uma solução pacífica, uma negociação, houveram disparos de dentro da residência, na qual o senhor Leandro acabou sofrendo o primeiro PAF na região da cabeça. Então a nossa tropa respondeu imediatamente o fogo, onde houve essa ação de neutralização desses seis criminosos”, explicou o coronel.
Já Roberta Ferro Hipólito, mulher de Leandro, desmentiu a versão da PM e afirmou que os policiais foram os responsáveis pelo homicídio. “Em momento algum fizeram a gente de refém. Eles [bandidos] disseram assim: ‘Tia, não se preocupe. Se a polícia vier, a gente vai se entregar. Mas fica calada'”, disse Roberta ao RJ2, da TV Globo. “Foi a polícia que arrebentou a porta da minha casa com uma granada e já entrou atirando. Não teve troca de tiros. Os três elementos que estavam dentro do meu quarto morreram sem reagir. O meu marido ainda gritou: ‘Tem trabalhador aqui, tem morador’. Mas a polícia entrou atirando”.




