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Menopausa ainda é tabu, mas informação e tratamento ajudam mulheres a atravessar essa fase com mais qualidade de vida

Estima-se que cerca de 47 milhões de mulheres em todo o mundo atravessem anualmente o período do climatério, fase que envolve a perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. Trata-se de uma transição natural do organismo feminino marcada principalmente pela diminuição da produção hormonal e pelo encerramento do ciclo reprodutivo, quando os ovários deixam de produzir óvulos.

Apesar de ser um processo biológico comum, muitas mulheres ainda enfrentam essa fase cercada de dúvidas, desinformação e até mesmo tabu. Entre os sintomas mais relatados estão ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor, queda de energia, alterações metabólicas e impactos na saúde da pele, dos ossos e da composição corporal.

A médica Dra. Cléo Pozzebon, que atua na área de medicina e nutrologia, tem se destacado ao levar informação sobre o tema para suas redes sociais e para o atendimento clínico. Segundo a especialista, compreender o que acontece no corpo feminino durante essa fase é fundamental para que as mulheres possam buscar acompanhamento adequado e melhorar a qualidade de vida.

De acordo com a médica, muitas pacientes chegam ao consultório sem entender que vários sintomas do dia a dia podem estar relacionados à transição hormonal. “Quando a mulher entende o que está acontecendo com o próprio corpo, ela consegue buscar estratégias e tratamentos que ajudam a atravessar esse período de forma mais equilibrada”, explica.

Entre as abordagens possíveis estão mudanças no estilo de vida, acompanhamento nutricional, estratégias para controle do peso e, em alguns casos, reposição hormonal orientada por profissionais da saúde. O objetivo, segundo especialistas, não é apenas tratar sintomas isolados, mas promover bem-estar físico e emocional durante essa fase da vida.

Ao falar abertamente sobre menopausa, profissionais da saúde têm contribuído para quebrar preconceitos e ampliar o acesso à informação, incentivando mulheres a buscar orientação médica sem receio.

Para especialistas, quanto mais cedo o tema for discutido, maiores são as chances de as mulheres enfrentarem essa etapa com mais autonomia, conhecimento e qualidade de vida.

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