
A Acadêmicos de Niterói trouxe para a Marquês de Sapucaí, no domingo (15/02), uma ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, em que foliões desfilaram fantasiados de latas de conserva com a imagem de uma família tradicional, composta por pai, mãe e dois filhos, estampada no rótulo.
Segundo a escola, o objetivo era simbolizar de forma crítica “os grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo”, como representantes do agronegócio, mulheres ricas, defensores da ditadura militar e evangélicos.

Em resposta, parlamentares e figuras da oposição têm explorado o meme nas redes sociais. Com ferramentas de geração de imagens, políticos de direita começaram a criar versões satíricas de “famílias em conserva”, muitas vezes incorporando variações humorísticas ou críticas diretas ao que consideram um ataque aos valores conservadores.
A repercussão política também se traduziu em ações formais: parlamentares como o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando que a representação poderia configurar preconceito religioso, considerando que evangélicos aparecem associados às latas de conserva.
Enquanto governistas afirmam que a escola apenas exerceu sua liberdade artística e contextualizaram a homenagem a Lula dentro da cultura carnavalesca, opositores acusam a apresentação de ter caráter político e eleitoral antecipado, com a tendência das latas servindo tanto para criticar a escola quanto para mobilizar redes sociais contra o presidente.




