
O caso Cedae–Banco Master ganhou mais um capítulo na Justiça do Rio. Foi ajuizada uma ação civil pública pedindo o bloqueio de bens do governador Cláudio Castro, do secretário da Casa Civil Nicola Miccione e do diretor financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos. As informações são de Lauro Jardim/O Globo.
A ação é do Instituto José do Patrocínio. A entidade acusa os três de gestão financeira irregular na aplicação de centenas de milhões de reais da Cedae em títulos do Banco Master, descrito no processo como uma instituição de alto risco.
No pedido, o instituto quer o bloqueio de contas bancárias, imóveis, veículos e participações societárias dos citados. Também pede que eles sejam condenados a ressarcir integralmente a estatal pelos prejuízos estimados em R$ 230 milhões, valor ligado aos investimentos feitos com verba da companhia no banco do empresário Daniel Vorcaro.
A ação ainda solicita indenização por danos morais coletivos. O argumento é que a operação teria violado a moralidade administrativa e afetado a confiança da sociedade na gestão de recursos públicos.
O processo também pede produção de provas. Entre as medidas, estão requisições de documentos ao Banco Central e à Cedae sobre mudança na política de investimentos e sobre as aplicações realizadas, além de perícia contábil para medir eventual prejuízo à estatal.




