
Éric Moreira
Um ataque de piranhas deixou ao menos 46 pessoas feridas na Praia Victoria, localizada na província de Entre Ríos, na Argentina, nos últimos dias. Os incidentes envolveram a espécie Parona signata e levaram as autoridades locais a interditar o local para banho, diante do risco à população.
Entre os casos registrados, um dos mais graves resultou na amputação parcial de um dedo de uma das vítimas após uma mordida do peixe. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, pelo menos mais cinco pessoas foram mordidas apenas nesta semana. Segundo o jornal El Once, todos os atendimentos realizados no período envolveram ferimentos considerados graves.
No domingo, o hospital Fermín Salaberry recebeu sete vítimas, entre crianças e adultos, que haviam sido mordidas enquanto estavam na Praia Victoria. Em comunicado oficial, a unidade de saúde reforçou que existem placas no local proibindo o banho em determinadas áreas e destacou a importância de que a população respeite essas restrições para evitar acidentes.
Diante da sequência de ocorrências, os salva-vidas passaram a hastear bandeira vermelha, sinalização que impede a entrada de banhistas na água. Ainda assim, segundo relato do salva-vidas Alejandro Martín, muitas pessoas continuam ignorando os avisos e entram no rio apesar do risco, o que tem contribuído para o aumento do número de feridos.
Medidas de segurança
As autoridades locais estudam medidas adicionais para conter os ataques e reduzir o perigo. Entre as ações em análise está a instalação de uma rede ao longo da margem do rio, com o objetivo de impedir a aproximação dos peixes das áreas frequentadas por banhistas. A preocupação se justifica também por dados do ano anterior, quando mais de 320 ataques de peixes semelhantes foram registrados na região.
Especialistas explicam que a presença das palometas, peixes carnívoros semelhantes às piranhas, é favorecida por períodos de altas temperaturas. Esses animais costumam atacar em grupo e possuem dentes afiados, capazes de provocar ferimentos graves em poucos segundos. O risco aumenta especialmente quando há sangramento na água, o que pode atrair ainda mais os peixes, repercute o UOL.
As autoridades seguem monitorando a situação e reforçando os alertas à população, enquanto avaliam novas estratégias para garantir a segurança na Praia Victoria e evitar novos ataques.




