Justiça

Justiça do Rio manda prender rapper Oruam após STJ revogar habeas corpus

Tulla Correa de Mello aponta descumprimento sistemático do uso da tornozeleira eletrônica

Cleber Rodrigues, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro

 

A juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu um mandado de prisão preventiva contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam.

A decisão foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar, nesta segunda-feira (2), a liminar que mantinha o cantor em liberdade no inquérito que apura ataques contra policiais civis ocorridos em julho do ano passado.

De acordo com a magistrada, relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) apontam que o rapper descumpriu reiteradamente as medidas cautelares impostas pela Justiça, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica. Ainda segundo a decisão, entre outubro e novembro de 2025 foram registrados mais de 20 episódios de negligência no uso do equipamento, como falta de bateria e inoperância, além de violações ao recolhimento domiciliar noturno, principalmente durante a madrugada e nos fins de semana.

“Decreto a prisão preventiva do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Expeça-se mandado de prisão com o mesmo prazo de validade do anteriormente revogado. Determino, ainda, que o cartório certifique com urgência o cumprimento”, diz a decisão.

A defesa do cantor alegou que as interrupções no funcionamento da tornozeleira ocorreram por problemas técnicos e falhas no carregamento do equipamento, sem qualquer intenção de fuga. A CNN aguarda um posicionamento da defesa sobre o mandado de prisão expedido pela juíza Tulla Correa de Mello nesta terça-feira (3).

Entenda o caso e as acusações

O processo criminal contra Oruam teve origem em fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o cantor e outros envolvidos teriam cometido duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão no local. Os agentes relataram que foram alvos de pedras arremessadas do andar superior da residência do artista.

Além disso, o tribunal de origem destacou que o cantor teria utilizado redes sociais para desafiar as autoridades e incitar a população contra operações de segurança pública.

 

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/justica-do-rio-manda-prender-rapper-oruam-apos-stj-revogar-habeas-corpus/

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