
A reunião, prevista para fevereiro, deve acontecer assim que Castro voltar da viagem à Europa, no dia 8. É ali que será decidido quem o governo vai apresentar como nome “único” para os aliados, já embrulhado, para ser aceito — ou, no máximo, referendado — pelos outros partidos da base.
O duelo, por enquanto, está colocado em dois nomes: Douglas Ruas ou Nicola Miccione.
De um lado, o senador Flávio Bolsonaro defende que o candidato do governo na indireta seja o mesmo que o grupo pretende empurrar para a eleição de outubro. E, pela leitura do partido, esse nome tende a ser Douglas Ruas, deputado estadual e secretário das Cidades, indicação que passa pela mão de Altineu.
Do outro, Cláudio Castro tem insistido que vai levar “todos os argumentos” em favor de seu secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, recém-filiado ao PL. Castro diz estar confiante de que consegue virar o jogo na mesa.
A pergunta, no fim, é menos sobre o currículo de cada um e mais sobre força interna. Quem vai convencer quem?
Se Castro emplaca Miccione, mostra que ainda manda no tabuleiro, apesar do cenário de sucessão antecipada e do desgaste natural do cargo. Se prevalecer Douglas Ruas, a mensagem é outra: o partido já está pensando em outubro e quer controlar a transição com um nome próprio.



