Rio de Janeiro

Eduardo Paes anuncia acordo para impedir leilão da Feira de São Cristóvão

Prefeitura afirma que dívida da Riotur foi renegociada e garante manutenção do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas como patrimônio público da cidade

O prefeito do Rio de JaneiroEduardo Paes, anunciou nesta segunda-feira (26) que foi fechado um acordo para o pagamento de uma dívida da Riotur que colocava o terreno do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, a tradicional Feira de São Cristóvão, sob risco de leilão. A medida afasta, ao menos por ora, a possibilidade de que o espaço fosse levado à hasta pública no dia 25 de fevereiro de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do prefeito.

“Leilão suspenso e continua com o incrível Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas”, escreveu Eduardo Paes.

O terreno poderia ser leiloado em razão de uma execução fiscal movida pela União contra a Riotur, empresa municipal responsável pela administração do espaço. O edital previa lance mínimo de pouco menos de R$ 25 milhões e não trazia garantias sobre a permanência do centro cultural no local, o que gerou apreensão entre lojistas, artistas e frequentadores.

Reconhecida como patrimônio cultural e imaterial da cidade do Rio, a Feira de São Cristóvão abriga dezenas de restaurantes, barracas e espaços culturais dedicados à música, à gastronomia e às tradições do Nordeste brasileiro. À frente da administração do espaço, o diretor do Centro de Tradições Nordestinas, Magno Pereira, relata o impacto da notícia entre os comerciantes.

“Levamos um susto. Desde então, não temos dormido. A gente tem pensado no que vai fazer. Espero que a prefeitura tome uma posição e resolva essa situação para não tirar a nossa casa”, disse.

A comissão que administra o espaço chegou a ingressar com um embargo judicial para impedir o leilão. Segundo Magno, a retirada da feira de São Cristóvão significaria a perda de sua identidade histórica.

“A gente não tem para onde ir. Onde seria a Feira de São Cristóvão? Se não for em São Cristóvão, perde o brilho, perde a essência”, afirmou.

O imóvel está penhorado para o pagamento de dívidas, principalmente fiscais e trabalhistas. Parte dos débitos tem origem em ações trabalhistas, incluindo um processo de 2012, quando a Riotur deixou de conceder o intervalo mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre jornadas de trabalho.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que vinha atuando para impedir o leilão e reforçou o compromisso com a manutenção do Pavilhão de São Cristóvão como bem público.

“A Prefeitura não medirá esforços para garantir a preservação do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecendo sua importância cultural, social e econômica para a cidade”, afirmou o município.

 

Fonte: https://diariodorio.com/eduardo-paes-anuncia-acordo-para-impedir-leilao-da-feira-de-sao-cristovao/

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