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A mudança que o Ministro da Educação quer fazer nos diplomas médicos brasileiros

Camilo Santana quer acrescentar nota do Enamed no certificado de conclusão; medida depende de criação de projeto de lei

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

 

Depois dos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) divulgados no começo desta semana, o ministro da Educação, Camilo Santana, quer adotar mais uma medida para ampliar o interesse dos estudantes pela avaliação: inserir a nota do exame no diploma de conclusão de curso.

A medida é uma das estratégias do MEC (Ministério da Educação) para garantir a dedicação dos alunos durante a prova de 100 questões que testa os conhecimentos técnicos e clínicos dos alunos concluintes do curso.

Uma ação já implementada em prol disso é a junção do Enamed com o Enare (Exame Nacional de Residência), ou seja, agora, para entrar em residência médica, os novos profissionais de saúde podem usar a nota da prova nacional para o processo seletivo.

Na edição de 2025, segundo Camilo, quase 100% dos estudantes participantes das instituições privadas se inscreveram no processo de residência, o que derrubou, na visão do ministério, a defesa das universidades que atribuíram o baixo desempenho à falta de interesse dos alunos.

Para o ministro, no entanto, ainda é preciso ampliar e tornar o Enamed mais atrativo para os novos médicos. A inclusão da nota no diploma, contudo, só poderá ser implementada se aprovada pelo Congresso.

Antes disso, o MEC precisa criar um projeto de lei com a proposta. Como a ação é uma estratégia do próprio ministro, que deve deixar o cargo até abril deste ano devido às eleições, a expectativa é que nesses próximos meses a pasta já consolide o texto e tente articular a aprovação com os parlamentares.

Avaliação dos cursos de medicina

Os dados divulgados nesta segunda-feira pelo MEC revelam que quatro a cada dez alunos de medicina em universidades privadas com fins lucrativos não atingiram nota mínima no Enamed 2025.

Ao lado das instituições especiais (de economia mista) e universidades municipais, as privadas apresentaram os piores desempenhos na prova.

Quase 100 cursos devem sofrer sanções do Ministério este ano por terem desempenho inferior a 60% de proficiência na prova.

 

Fonte: https://noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/a-mudanca-que-o-ministro-da-educacao-quer-fazer-nos-diplomas-medicos-brasileiros-20012026/

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