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Da Baixada Fluminense à avenida: Luciana Picorelli se consagra como Rainha de Bateria da União do Parque Acari

Da força cultural da Baixada Fluminense para o centro da cena do samba carioca, Luciana Picorelli vive uma fase emblemática de sua trajetória artística e pessoal. Repórter da TV Tupi, atriz, mãe e figura atuante no meio cultural, Luciana se consolida como Rainha de Bateria da União do Parque Acari, levando à avenida muito mais do que beleza: ela entrega identidade, pertencimento e respeito às raízes do samba.

A presença de Luciana nos ensaios de rua tem sido um dos grandes destaques da preparação da escola. Com samba no pé, carisma e uma conexão evidente com os ritmistas, a rainha demonstra domínio, entrega e sensibilidade — características que vão além do figurino e da performance. Sua atuação reflete preparo, escuta e convivência com a comunidade, valores essenciais dentro do universo do Carnaval.

Filha da Baixada Fluminense, Luciana representa uma região historicamente marcada pela potência cultural, mas muitas vezes invisibilizada nos grandes holofotes. Ao ocupar um dos postos mais simbólicos de uma escola de samba, ela reafirma o protagonismo da Baixada no Carnaval do Rio de Janeiro e reforça a importância de dar visibilidade a trajetórias construídas fora do eixo tradicional da zona sul e do centro da capital.

Outro elemento que marca sua passagem como rainha é a espiritualidade. Luciana não esconde que a fé faz parte de sua preparação e de sua caminhada, encarando o Carnaval como um espaço que também acolhe ancestralidade, proteção e respeito às tradições. Essa postura tem sido bem recebida pela comunidade do Parque Acari, que reconhece na rainha uma figura comprometida não apenas com o espetáculo, mas com o significado profundo do samba enquanto expressão cultural e social.

A União do Parque Acari, por sua vez, vive um momento de fortalecimento institucional e artístico. Os ensaios de rua têm reunido moradores, famílias e sambistas, criando um ambiente de celebração coletiva que reafirma o papel da escola como polo cultural do território. A escolha de Luciana Picorelli como rainha de bateria dialoga diretamente com esse momento, unindo visibilidade, representatividade e engajamento comunitário.

Mais do que ocupar um cargo de destaque, Luciana Picorelli transforma o reinado em um ato simbólico: o de mostrar que a Baixada Fluminense também é berço de rainhas, artistas e lideranças culturais. Seu brilho na avenida é reflexo de uma história construída com trabalho, identidade e orgulho de origem — valores que ecoam no som da bateria e no coração do povo do samba.

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