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Estúdio de Danças Aéreas promove oficinas para pessoas com deficiência

A atividade também foi ministrada por monitora deficiência visual

Celebrando o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Estúdio de Danças Aéreas promoveu oficinas voltadas para pessoas com deficiência e, desta vez, a atriz, acrobata, trapezista e cega, Analu Farias, foi uma das monitoras. Está é a primeira vez que uma oficina do Estúdio é realizada por uma pessoa com deficiência.

As oficinas contam com a coordenação pedagógica de Adelly Costantini, sob o olhar cuidadoso do Rigger e cenotécnico Marcos Babu e instrutores do Rio de Janeiro e São Paulo, promovendo a diversidade cultural e o fortalecimento das identidades regionais, como é o caso de Analu Farias.

Ela levou sua experiência para o projeto e a importância de garantir a acessibilidade e experiência para todas as pessoas. Além dela, vários alunos também portadores de deficiência participaram das atividades e Analu reforça a coletividade, a percepção corporal e o cuidado consigo mesmo e uns com os outros.

“Foi um prazer ter recebido esse convite como monitora, uma experiência fantástica poder experimentar acrobacia na vertical, acrobacia numa parede. Ter a percepção de novos movimentos acrobáticos, que eram no chão, só que na parede”, celebra.

Idealizado pelos artistas circenses e atores Tayara Maciel, Kauane Ribeiro e Felipe de Góis, o projeto busca, na prática da dança vertical, um potencial de novas interações com o espaço urbano.

“A Dança Vertical surge como uma modalidade inovadora na dança aérea, reimaginando espaços contemporâneos e naturais para conceber movimentos acrobáticos que evocam uma verdadeira poesia no espaço. E trazer pessoas com deficiência para participar e ministrar as oficinas é uma forma de fomentar a diversidade dentro do projeto e comprovar que o corpo não tem limites”, afirma Tayara Maciel.

Analu Farias enfatiza que os movimentos não possuem limitação, mesmo para uma pessoa deficiente visual, e que existem diversas possibilidades de se fazer a arte circense, utilizando a parede como combustível e não se trabalha só, sempre com parceria.

“O mais interessante é que essa modalidade pode ser feita em dupla, em trio, em coletivo. A gente aprende a se cuidar e a cuidar do outro, que é muito importante. Apesar de estar preso pelas cordas, com muita segurança, é preciso ter essa segurança, esse cuidado pelo outro”, afirma a monitora.

“Eu só tenho a agradecer a oportunidade do projeto, que venham mais outros projetos e que tenha a possibilidade de outras pessoas com deficiência possam fazer parte dessa potência que é o Estúdio de Danças Aéreas”, finaliza Analu Farias.

O “Estúdio de Danças Aéreas” é patrocinado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc, e inscrito no Edital de Nº 06/2024 FLUXOS FLUMINENSES sob o número 56106; da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

FICHA TÉCNICA

Idealizadores: Felipe de Góis, Kauane Ribeiro e Tayara Maciel

Coordenação Pedagógica e Instrutora: Adelly Costantini

Instrutores: Lana Borges, Mônica Alla, Gabriela Bagno e Paulo Mazzoni

Rigger: Marcos Babu

Monitores: Analú Faria, Felipe de Góis e Kauane Ribeiro

Direção de Produção: Tayara Maciel

Produção Executiva: Willian Silva

Contadora: Ione Melo

Consultoria Jurídica: Beatriz Castro

Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa

Coordenadora de Comunicação: Francisca Cardoso

Fotógrafo e Videomaker: Daniel Oliveira

Consultoria de Acessibilidade: Ana Moura

Apoio: Fundição Progresso | Innova Safety | Ultra Climber Serviços e Treinamentos

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