
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) reprovou as contas de 2023 da gestão do ex-prefeito de São João de Meriti, Dr. João, após identificar um rombo de R$ 47,8 milhões na área da educação. Segundo o relatório técnico, as irregularidades incluem falhas graves no uso dos recursos do FUNDEB e o não cumprimento do mínimo constitucional destinado à manutenção e desenvolvimento do ensino.
Apesar da gravidade dos apontamentos, a Câmara Municipal de São João de Meriti seguiu em sentido contrário ao parecer técnico e aprovou as contas no plenário, gerando perplexidade entre moradores e especialistas em gestão pública.
A decisão ocorre em meio ao estado de calamidade financeira decretado pelo atual prefeito, que afirma ter encontrado uma administração com dívidas acumuladas, serviços sucateados e compromissos financeiros sem cobertura real no orçamento.
Diante disso, parte da população questiona:
por que aprovar contas que apresentam irregularidades tão expressivas e que impactam diretamente a educação, área essencial para o desenvolvimento do município?
A controversa aprovação reacende o debate sobre transparência, responsabilidade fiscal e o papel fiscalizador do Legislativo municipal — especialmente em um cenário em que a cidade enfrenta sérias dificuldades econômicas.




