
O ex-capitão do BOPE e autor do livro Tropa de Elite, Rodrigo Pimentel, usou suas redes sociais nesta terça-feira (28) para comentar sobre a grave crise de segurança pública que assola o Rio de Janeiro e já impacta fortemente a Baixada Fluminense, após a megaoperação realizada nas comunidades da Penha e do Alemão — ação que resultou na morte de dois policiais civis e dezenas de prisões.
Em vídeo publicado no Instagram, Pimentel — que também é palestrante e especialista em segurança — destacou a gravidade dos recentes confrontos entre facções criminosas e o aumento do domínio territorial por grupos armados. “Quando a violência desafia a lógica da segurança pública, o Estado precisa repensar suas estratégias. Não se trata apenas de tráfico, mas de uma disputa de poder e terror sobre comunidades inteiras”, afirmou.
Na legenda da publicação, o ex-oficial relatou: “Na noite de 27 de outubro, o Rio de Janeiro viveu um dos maiores confrontos entre facções. Setenta bandidos invadiram a favela da Quitanda, mataram uma senhora de 60 anos e um jovem inocente. E, apesar da brutalidade, algumas autoridades ainda não consideram essa ação como terrorismo.”
Com mais de 200 mil curtidas e milhares de comentários, o vídeo reacendeu o debate sobre o papel do governo e das forças de segurança no combate à criminalidade. Pimentel questiona o que tem sido feito para conter a escalada da violência e cobra medidas mais firmes. “A violência não se limita ao tráfico, mas à imposição do terror. O que as autoridades estão fazendo para combater isso?”, escreveu.
O ex-capitão também chamou atenção para o fato de que o problema da segurança não se restringe às comunidades da capital, mas se espalha pela Baixada Fluminense, região que constantemente sofre com confrontos, milícias e domínio territorial de facções. “A Baixada está no limite. Falta presença do Estado e sobram armas nas mãos erradas”, pontuou Pimentel em outro trecho de sua fala.
Rodrigo Pimentel, reconhecido por sua trajetória no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e por sua atuação como consultor em liderança e segurança pública, vem usando suas plataformas digitais para alertar sobre os desafios do policiamento no estado e a necessidade urgente de políticas públicas integradas para o Rio e para a Baixada Fluminense.
A megaoperação desta terça-feira contou com 2,5 mil agentes e buscava conter o avanço de facções ligadas ao Comando Vermelho. O confronto resultou em dezenas de prisões, apreensão de fuzis e, tragicamente, nas mortes dos delegados Marcus Vinícius, chefe da 53ª DP (Mesquita) — cidade da Baixada — e Rodrigo, da 39ª DP (Pavuna).




