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Abusador perigoso: como polícia define influenciador Capitão Hunter, suspeito de estupro virtual de adolescente

Investigação é relacionada a duas vítimas, uma menina de 13 anos, e um menino de 11

Policiais do Rio e de São Paulo penderam, nesta quarta-feira, na cidade paulista de Santo André, por suspeita de crime de estupro virtual de vulnerável e por produção de cenas pornográficas envolvendo adolescente, o influenciador digital João Paulo Manoel, de 45 anos. Mais conhecido como Capitão Hunter, ele é descrito em um relatório, enviado à Justiça pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, como um abusador de alta periculosidade. Segundo o documento, o suspeito, que conta com mais de 1 milhão de seguidores e é especializado no universo Pokémon de cartas, usa um perfil mentiroso para ganhar confiança das vítimas que são assediadas.

A polícia confirma a existência da investigação de pelo menos dois casos. Uma menina de 13 anos e um menino de 11. A primeira é do Rio de Janeiro e manteria contato com o influenciador desde os 11 anos. Segundo relatório da investigação feita pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o influenciador se valeu da condição de ídolo da vítima para que ela concedesse imagens de partes íntimas. “Trata-se de um abusador com elevado grau de periculosidade, atraindo crianças e adolescentes por meio de um perfil mentiroso para que ganhe a confiança dos vulneráveis e passe a assediá-las e coagi-las”, revela um trecho do documento.

João Paulo Manoel foi preso em Santo André — Foto: Reprodução
João Paulo Manoel foi preso em Santo André — Foto: Reprodução
Segundo as investigações da polícia, o influenciador conheceu pessoalmente a menina durante um evento em um shopping da Zona Norte do Rio. Após o encontro, eles passaram a manter contato pelas redes sociais, onde o homem se aproximou da família dizendo que acompanharia e apoiaria a trajetória da adolescente em um jogo on-line.

Após fazer contato pelas redes sociais, o influenciador, a partir de 2025, começou a solicitar fotos íntimas à menina, oferecendo produtos ligados ao universo que explora em troca. A investigação, que começou em setembro passado e durou cerca de um mês, detalhou que ele ofereceu como recompensa cartas de um jogo do Pokémon.

Ele também teria enviado diversas imagens inapropriadas dele para a vítima, mostrando as partes íntimas. O registro das conversas confirmou a conduta do suspeito e revelou que ele chegou a dizer para a menina que nem parecia que ela era uma criança.

Segundo o delegado Cristiano Maia, da DCAV, contra Capitão Hunter foi cumprido um mandado de prisão temporária (de 30 dias) pelos crimes de estupro de vulnerável e produção de conteúdo pornográfico infantil. A ordem judicial foi expedida pela Vara Especializada da Criança e do Adolescente, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O suspeito foi detido, nesta quarta-feira, na cidade de Santo André, em São Paulo. A ação contou ainda com apoio de policiais paulistas. Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito. A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados de equipamentos de informática apreendidos. Todos os aparelhos eletrônicos encontrados serão encaminhados para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no Rio de Janeiro.

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