
Depois do sucesso da despoluição das praias do Flamengo e da Glória, que voltaram a receber banhistas após décadas (as novas queridinhas do verão carioca), a expectativa agora se volta para a Ilha do Governador. A Águas do Rio iniciou um conjunto de obras que promete reduzir drasticamente o despejo de esgoto na Baía de Guanabara e, segundo a concessionária, os primeiros resultados devem começar a aparecer já em 2026.
Início do processo
As praias com melhores condições de recuperação são as daBica, Guanabara e Engenhoca, por estarem em áreas de maior circulação de correntes marítimas, o que acelera esse processo de limpeza. Já pontos como a Praia da Rosa e no Moneró, devem levar mais tempo para se regenerar por estarem em áreas de águas mais paradas, próximas a manguezais. “Ali vai precisar de um pouco mais de paciência. Também vai regenerar, mas é uma região de mangue, e faremos um trabalho específico de recuperação dos manguezais, como foi feito na Lagoa”, afirmou Sinval.
O projeto prevê cinco pontos de coleta de esgoto espalhados pela Ilha, entre a Praia de São Bento e os bairros da Portuguesa, Moneró e Jardim Guanabara. A estimativa é de que, após a conclusão das obras, cerca de 5 milhões de litros de esgoto deixem de ser despejados diariamente na Baía de Guanabara, o equivalente a duas piscinas olímpicas por dia.
Além disso, a estação de tratamento da Ilha do Governador está passando por modernização e ampliação, com capacidade dobrada para atender ao novo volume de coleta. A obra deve ser concluída até o fim deste ano.




