
A cidade de Teresina foi destaque, nesta segunda-feira (28), na abertura do Simpósio Global 2025 sobre Justiça Climática e Populações Impactadas – Direitos em um Clima em Transformação: Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos e Igualdade de Gênero, coorganizado pelo UNFPA e pelo Governo do Brasil, realizado em Brasília. O evento reúne diversas autoridades e especialistas e tem o propósito de dar visibilidade às interseções entre mudanças climáticas, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, violência baseada no gênero, práticas nocivas e a busca pela igualdade de gênero.
A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, apresentou os resultados da pesquisa “Avaliação do impacto do calor na saúde de mulheres grávidas de Teresina”, liderada por Elisa Carvalho, durante o painel Mudanças Climáticas, Jovens, Diversidade Demográfica e Populações Vulneráveis, mediado pela representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Florbela Fernandes.
O simpósio, que ocorre durante toda esta semana em Brasília, é um marco estratégico no caminho para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP30. Estão reunidos autoridades na elaboração de políticas públicas, especialistas em clima e saúde, lideranças jovens, profissionais do desenvolvimento e representantes da sociedade civil.
“Teresina tem uma pesquisa pioneira sobre o impacto do calor extremo na saúde da mulher grávida. Ao final da apresentação, Elisa Carvalho chamou a atenção sobre a necessidade de financiamento, capacitação contínua e de se desenvolver soluções multissetoriais e integradas para o enfrentamento da crise climática e o atendimento de populações vulneráveis. A partir do resultado de nossa pesquisa, iniciamos o trabalho de formatação do protocolo de calor, com o envolvimento de diversas secretarias municipais e de entidades do setor de saúde. Além disso, Teresina tem a primeira Comissão de Justiça Climática do país, que está discutindo de forma contínua como melhorar as políticas públicas em atendimento a idosos, crianças, trabalhadores climaticamente expostos, mulheres gestantes, pessoas em situação de rua e migrantes”, afirmou.

Para o UNFPA, esse simpósio ocorre em um momento decisivo diante dos desafios impostos pela mudança do clima. Realizado cerca de 30 anos após dois marcos globais – a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o simpósio propõe analisar o déficit de evidências e pesquisas sobre o impacto da emergência do clima na saúde e direitos sexuais e reprodutivos; garantir que políticas públicas e programas possam incorporar ações voltadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos, fortalecimento de parcerias e financiamento e buscar influenciar que a questão de gênero possa ser levada em consideração nos programas climáticos. https://pmt.pi.gov.br/2025/07/28/teresina-e-destaque-em-simposio-internacional-promovido-pela-onu-sobre-justica-climatica/




