Polícia

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Rio teve 338 casos em 2020, aponta relatório

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a Rede de Observatórios da Segurança divulgou, na quinta-feira(04), um boletim com os casos de feminicídio e de violência contra a mulher em cinco estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco e Bahia) no ano de 2020. Segundo a análise, no ano passado, foram registrados em média cinco casos de feminicídios e violências contra mulheres por dia.

O Rio de Janeiro é o segundo estado com mais casos de agressões à mulheres, ficando atrás apenas de São Paulo. Em todo o estado fluminense foram 318, que se desdobram em 338 tipos de violência contra a mulher no ano passado. Os principais crimes são tentativa de feminicídio e agressão física, com 161.

Durante o primeiro semestre foram monitorados 16 casos de feminicídio e 50 casos de tentativas de feminicídio e/ou agressões físicas contra mulheres. Segundo a Rede de Observatório, depois que os casos de violências contra as mulheres ganharam mais relevâncias, este número mais que dobrou nos dois indicadores, passando para 34 e 111 casos, respectivamente.

Em todos os estados, as pesquisadoras sentiram o impacto do isolamento no aumento de casos e do destaque dado pela mídia nos jornais. Apesar dos dados não oscilarem durante o ano, tivemos momentos de pico durante o isolamento.

O RJ registrou 3.674 casos de violência em geral. Desse geral, 318 são casos de violência contra mulher. O Rio só fica atrás de São Paulo, que teve 6.377.

Nos cinco estados, foram registrados 1.823 eventos referentes a violência. O boletim também apontou que 40,6% das motivações de tentativas de agressões são por conta de brigas e violências domésticas.

Em 58% dos casos de feminicídios e 66% dos casos de agressão, os agressores tinham relações com as vítimas, como: maridos, namorados, ex-maridos ou ex-namorados.

Transfeminicídios

A Rede também monitorou 21 casos de mortes de pessoas trans em 2020. Foram 13 no estado do Ceará, sete registros em São Paulo e um em Pernambuco. Estes números estão presentes nos casos de violência LGBTQI+. O Rio de Janeiro e a Bahia não tiveram registros na imprensa.

No Ceará, estado que mais matou transexuais, quatro casos chegaram a acontecer no período de um mês. Esse é o mesmo estado onde a travesti Dandara foi executada com requintes de crueldade há 4 anos.

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