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Rosita Thomaz Lopes, atriz marcada por personagens ricas e elegantes

Há 8 anos, o país se despedia da atriz Rosita Thomaz Lopes, conhecida por interpretar personagens ricas e elegantes –como Letícia, em “Brilhante”, e Úrsula Pelegrini, em “Pátria Minha”. Rosita morreu em 9 de março de 2013 no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos.

Rosita, que teve uma longa carreira no teatro, começou a atuar aos 40 anos de idade. Começou a trabalhar ao lado de Maria Clara Machado, e depois atuou na companhia Tônia-Celi-Autran, criada pelos atores Tônia Carrero, Adolfo Celi e Paulo Autran.

Na televisão, seu primeiro trabalho foi em “A Morte sem Espelho”, de 1963. Viveu a personagem Odete na primeira versão de “Anjo Mau”, e atuou em novelas como “Marron Glacê”, “Guerra dos Sexos” e “Perigosas Peruas”.

Seu último trabalho foi em 1999, quando interpretou Fabíola na novela “Força de um Desejo”, da Globo.

Nascida no Rio de Janeiro em 1 de junho de 1920, Rosita era filha do diplomata brasileiro Embaixador Lafayette de Carvalho e Silva e de Regina de Sousa Ribeiro de Carvalho e Silva, Rosita casou-se em 17 de setembro de 1942 com o também filho de diplomata Herculano Thomaz Lopes. O casamento anunciado na véspera pela imprensa como um elegante enlace matrimonial.

Carreira

Segundo o filho Antônio, sempre fora uma pessoa sensata, equilibrada e companheira. Como casou-se muito jovem, e tornou-se dona de casa, sentiu necessidade de buscar uma atividade profissional. Começou a atuar aos 40 anos. Estreou no teatro amador com Maria Clara Machado. Em 1960, ingressou na Companhia Tônia-Celi-Autran onde atuou em peças de relativo sucesso. Em 1961 ganha o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por Um Castelo na Suécia. Ainda nos anos 60, ingressa no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde trabalha com Célia Biar, Cacilda Becker, Ítalo Rossi, Gianfrancesco Guarnieri, dentre outros.

Seu começo artístico se deu no cinema, em 1956, ao atuar no filme Com Água na Boca. Seguiram-se alguns sucessos como Sangue na Madrugada (1964), Encontro com a Morte (1965), Garota de Ipanema (1967), Ipanema Toda Nua (1971), O Descarte (1973) e Os Três Mosqueteiros Trapalhões (1980).

Na televisão, estreou em 1963 na novela A Morta Sem Espelho da TV Rio. Além da TV Rio, trabalhou na TV Tupi e na Rede Manchete, mas foi na Rede Globo que consolidou sua carreira, tornando-se conhecida pelo grande público ao interpretar personagens ricas e elegantes como Odete Moura em Anjo Mau (1976); Hilda em Te Contei? (1978); Letícia em Brilhante; Renata Gouveia em Avenida Paulista (1982); Madame Edwiges Klotz em Carmem (1987) e Úrsula Ramos Pelegrini em Pátria Minha (1994).

Em 2005, a atriz, com 85 anos, colocou prótese na perna esquerda, depois de uma queda com fratura no fêmur e outra no punho. Parou, então, completamente de trabalhar.

No total, fez mais de 15 filmes e 20 trabalhos em teledramaturgia.

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