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Rio é o estado com maior adesão na Campanha Nacional de Coleta de DNA

Ação inédita coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas coletou mais de 1.600 materiais genéticos de pessoas que têm algum parente desaparecido. O Rio de Janeiro foi o estado que teve a maior adesão, com 398 famílias, o que corresponde a 508 coletas individuais. O trabalho foi realizado pela Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Sepol), por meio do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF).

Personalidade emblemática na luta por pessoas desaparecidas, Jovita Belfort, 67 anos, que hoje é chefe da Superintendência de Desaparecidos, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, fala da importância da campanha. Jovita é mãe da Priscila Belfort, que desapareceu há 17 anos no Centro do Rio de Janeiro.

“Durante a ação, foi gerado um aumento significativo no banco de dados de DNA em nível nacional, aumentando, também, a nossa esperança. Mesmo que tenhamos apenas uma resposta já é uma vitória de todos nós, familiares de pessoas desaparecidas”, concluiu Jovita, acrescentando que, em 2014, depois de um abaixo-assinado criado por ela, começou a ser implantada no estado a delegacia especializada na busca por pessoas desaparecidas, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Diretor do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF) e perito-criminal, Marcelo de Mello Martins falou da importância da ação para o trabalho da localização do paradeiro de pessoas desaparecidas.

“Com esta grande doação voluntária, iremos dar maior robustez ao banco de perfis genéticos do estado e do Brasil. Com isso, todas as doações, depois de processadas e inseridas na rede, serão utilizadas nas investigações, aumentando consideravelmente a possibilidade de ‘coincidência/match’ com alguma amostra de pessoa não identificada inserida na rede. Desta forma, conseguimos ‘fechar o ciclo dos familiares’, pois todos merecem saber onde estão seus entes desaparecidos”, conclui Marcelo.

O resultado da campanha reflete o empenho do IPPGF neste trabalho. Nos últimos dois anos, o Rio de Janeiro foi o estado que mais enviou dados para a rede nacional de perfis genéticos. O estado responde por 26% de todo o material da rede. A coordenadora da campanha e perita-criminal, Selma Lilian Sallenave Sales, ressalta como esses números são imprescindíveis para uma investigação eficaz.

“Esse aumento do número de DNA de familiares no banco contribui para aumentar a chance de busca de uma pessoa desaparecida, mostrando, ainda, um aumento de confiança da população no trabalho técnico da perícia”, declara Selma, acrescentando que a coleta do material genético continua em todo o país, mesmo depois da campanha.

 

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