Turismo

O charme de Colônia do Sacramento, uma joia uruguaia

Colônia do Sacramento é uma joia Uruguaia, seja pela sua história ou seu charme. São mais de 300 anos de história, lá da época que as terras do Uruguai começavam a ser traçadas ainda pelos portugueses e anos depois foram negociadas com os espanhóis. Uma pequena cidade às margens do Rio da Prata, que fica a uma hora de barco de Buenos Aires e a duas a carro a partir de Montevidéu. Ao longo dos 12 hectares cuidadosamente preservados da cidade histórica, em um passeio que não dura menos do que um dia inteiro, é impossível não se apaixonar pelo clima aconchegante entre o casario e as ruas de pedras – boa parte delas ainda originais do final do século 17.

Fundada em 1680 pelo português Manoel Lobo, a cidade passou do domínio português ao domínio espanhol várias vezes, até a Declaração da Independência da Banda Oriental em 1825. Estes acontecimentos fizeram do Casco Histórico da capital coloniense um crisol de estilos arquitetônicos e urbanísticos, em que convivem estilos coloniais tipicamente portugueses e moradias de porte espanhol.

Desde 1995, a Colônia do Sacramento ou, originalmente, a Colônia do Santíssimo Sacramento, é considerada patrimônio histórico pela Unesco. Foi o reconhecimento a uma história marcada pela resistência desde sempre.

São vários os motivos, mas contribuem o Farol de Colônia, as ruínas do Convento de São Francisco de 1694, a Igreja do Santíssimo Sacramento de 1808 e até a entrada na muralha. Dizem que que se deve fazer um pedido quando pisar no primeiro passo de madeira na entrada da cidade histórica.

As ruas arborizadas, os carros antigos e os restaurantes charmosos fazem parte do dia a dia de quem já se acostumou à beleza singela, porém inigualável, da pequena cidade. Caminhar em ruelas de pedra observando as paredes rústicas de antigas casas faz valer a fama de Colônia, que tem na simplicidade seu mais valioso bem.

A cidade uruguaia foi colonizada por portugueses e em diversos momentos esteve em disputa com espanhóis, que também contribuíram para a história do local. O passado de transições permitiu que uma arquitetura muito pitoresca se desenvolvesse e, com a boa conservação ao longo dos anos, transformasse Colônia em um dos destinos mais visitados do país.

Caminhar por suas empedradas e irregulares ruas permite recordar a história e desfrutar de uma paisagem única com vistas privilegiadas do Rio da Prata. A enigmática Rua dos Suspiros, pavimentada com pedras de cunha, possui um encanto único capaz de transportar o visitante a um mundo de sonho. Uma visita guiada pelo Casco Histórico de Colônia do Sacramento permite mergulhar na história e aproximar-se do rico legado cultural da cidade. Museus, teatro, arte, artesanato e uma boa gastronomia complementam um leque de possibilidades para o visitante.

Aliás, a cidade oferece ao visitante uma grande oferta hoteleira de qualidade, com opções que vão desde redes de hotéis internacionais às típicas pousadas, alojadas em antigas casas coloniais, assim como uma grande variedade de alegres e pitorescos restaurantes. Seguindo pela orla da cidade, passeio que muitos escolhem fazer de bicicleta, chega-se ao Real de San Carlos, antigo enclave militar espanhol. Ali está a igreja de San Benito, com sua imagem do santo negro e o empreendimento de Nicolás Mihanovich, que a começos do século XX desenvolveu neste lugar um complexo turístico adequado para a época e que atualmente possui seu principal ícone na Praça de Touros.

Como parte do encanto da cidade, Colônia do Sacramento seduz com seus atardeceres sobre o Rio da Prata, carregados de cor e magia. A vista do farol ou do antigo cais é sem dúvida um espetáculo que seduz os sentidos. Consulte sobre circuitos turísticos e passeios guiados. Fonte: Associação Turística de Colônia

Faro de Colônia do Sacramento

Inaugurado em 1857, está localizado na Rua San Francisco, entre a Praça Maior e São Pedro. Conta com uma estreita escada caracol que conduz a uma das melhores vistas da cidade.

Rua dos Suspiros

Esta estreita e pitoresca ruazinha, com calçamento de pedras que data da época colonial,  é a artéria principal do Bairro Histórico e está cercada de construções antigas de grande interesse.

Porto de Colônia

Por sua proximidade com Buenos Aires, é a principal porta de entrada desde o país vizinho, com intenso trânsito de passageiros entre as duas margens do Rio da Prata. Contemplar um entardecer com os navios de fundo resulta uma experiência renovadora.

Real de San Carlos

A uma curta distância do centro de Colonia del Sacramento , encontramos o Real de San Carlos, um antigo enclave militar espanhol que homenageia o monarca Carlos III. Há também a igreja de San Benito com a imagem do santo negro e o empreendimento de Nicolás Mihanovich , empresário naval e visionário europeu que no início do século XX desenvolveu neste local um complexo turístico ao gosto da época: cais, casino, hotel, frontão, usina e uma imponente praça de touros eram as instalações que aguardavam os turistas da vizinha Buenos Aires.

Museus de Colônia

Mobiliário da época colonial, cartografia, arte e produções indígenas, azulejos de estilo português, e uma longa lista de eteceteras fazem parte do acervo que pode ser encontrado nos museus de Colônia do Sacramento. Sua grande vantagem é que estão bem próximos uns dos outros, sendo quase impossível não vê-los na hora de percorrer as ruas de pedra do bairro histórico. Tem muito para ver, por isso, de acordo com o interesse e o tempo disponível, cada visitante deverá escolher conforme suas preferências os locais a visitar. Segue uma pequena guia para sua orientação.

Museu Português – Típica casa portuguesa de meados do século XVIII. Alberga mobiliário, cerâmica, armas, e cartografia antiga. Uma de suas peças mais valorizadas é o escudo original que se encontrava na muralha da cidade.

Casa de Nacarello –É também uma velha casa portuguesa que conserva em perfeito estado suas paredes de pedra e o piso, tal como eram construídos a começos do século XVII. O museu oferece a recriação de uma típica residência portuguesa de classe média alta colonial. Nacarello foi o último dono da casa e costumava alugar os cômodos a várias familias, em modo de cortiço. Fechado: terças-feiras.

Arquivo Histórico Regional – Construção portuguesa de meados do século XVIII. Concentra a maior quantidade de informação sobre a antiga Colônia do Sacramento, aquarelas originais e litografias de outras obras. Constitui um excelente mostruário das informações que tinham Portugal, a Espanha, a Inglaterra e a França sobre este lugar do mundo. Fechado: sábados e domingos

Museu Indígena “Roberto Banchero” – Criado em 1988, permite apreciar os rastos deixados na região pelas culturas indígenas antes da chegada dos conquistadores europeus. Expõe materiais utilizados pelos charruas e outras tribos que coexistiram na região: boleadeiras, polidores, pontas de flechas e morteiros, entre outras. Fechado: segundas e quintas.

Museu do Período Histórico Espanhol – Mostra a influência que a partir de 1777, começou a exercer a cultura espanhola na região com a chegada das primeiras familias espanholas. O museu está instalado em uma antiga casona portuguesa do século XVII. Alberga utensílios tradicionais da Espanha, litografias de trajes espanhóis, vestimentas, mobiliário de época e obras de arte. Atualmente está fechado para manutenção.

Museu do Azulejo – É um dos museus mais amenos de Colônia do Sacramento. Está localizado frente ao Rio da Prata, sobre o Passeio de San Gabriel, em uma pequena casa de pedra e tetos baixos. Exibe uma grande coleção de azulejos portugueses originais, franceses e catalãs, testemunho da imigração que recebeu a pequena cidade de Colônia do Sacramento ao longo dos séculos desde a primeira fundação portuguesa. Realmente recomendável. Fechado: quartas e sextas.

Museu Municipal “Bautista Rebuffo” – “Casa dos Secretários” primeiro, “Casa do Almirante Brown” depois. Posteriormente foi um cortiço e, inclusive, vários de seus cômodos albergavam bares e armazéns. Fechado: terças-feiras.

Museu Paleontológico Armando Calcaterra – Inaugurado em 1976 com restos fósseis da megafauna dos Pampas achados no departamento de Colônia. Exibe diversas amostras de minerais e peças de arqueologia dos indígenas. Fechado: segundas, terças e quartas.

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