Turismo

Nova Zelândia guarda paisagens exuberantes e cenários icônicos

Um dos destinos mais incríveis do mundo, a Nova Zelândia tende a impressionar pela variedade de cenários naturais que o país tem a oferecer. Localizada a sudoeste do Oceano Pacífico e formada por duas ilhas principais, ambas marcadas por vulcões e glaciações, a Nova Zelândia tem atrativos para toda a família, principalmente para as aventureiras.

O nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia é Aotearoa, normalmente traduzido como “A Terra da Grande Nuvem Branca”. Os domínios da Nova Zelândia também incluem as Ilhas Cook e Niue (que se autogovernam, mas em associação livre); Tokelau; e a Dependência de Ross (reivindicação territorial da Nova Zelândia na Antártida). Recebeu este nome em homenagem a uma província dos Países Baixos chamada Zelândia, que era a terra natal de seus colonizadores.

 

História

A Nova Zelândia tem uma história rica e fascinante, que reflete nossa mistura única de cultura maori e europeia. Os maori foram os primeiros a chegar à Nova Zelândia, viajando em canoas desde o Havaí, cerca de 1.000 anos atrás. Um holandês, Abel Tasman, foi o primeiro europeu a avistar o país, mas foram os britânicos que fizeram da Nova Zelândia parte de seu império.

Em 1840, o Tratado de Waitangi, um acordo entre a Coroa Britânica e os maoris, foi assinado. O tratado estabeleceu o direito britânico na Nova Zelândia, sendo considerado o documento fundador e parte importante da história do país.

A principal ilha, do ponto de vista populacional, é a Norte. Nesse local vivem três quartos da população e está localizada a capital do país, Wellington.

Nesse território, os verões são quentes e há praias belíssimas, como as da Península de Coromandel. No local ainda há vulcões ativos, gêiseres, lagos multicoloridos e outras formações geológicas inusitadas que formam cenários que parecem de filmes, como o Monte Tongariro, bem conhecido das pessoas apaixonadas pela Terra Média. Foi lá que o filme “O Senhor dos Anéis” foi gravado e, para os admiradores, o cenário está garantido e intacto.

Embora a Nova Zelândia ainda seja fortemente influenciada por sua herança colonial, o país agora tem um forte senso de identidade. Embora ainda seja membro da Comunidade das Nações Britânicas e ainda mantenha fortes relações de amizade com os EUA, a Nova Zelândia agora tem uma política exterior e de comércio muito mais independente. Desde meados da década de 80, a Nova Zelândia é uma área livre de armas nucleares, sendo que o principal foco de suas forças armadas é a manutenção da paz na região do Pacífico.

 

Atrações

Vá para as montanhas nevadas, faça um caminho direto pelas costas douradas, ou mergulhe na cultura de café numa amigável cidade. Uma paisagem diverta e cultura única significa que há uma grande variedade de lugares distintos para visitar na Nova Zelândia.

Entre a ponta de Cape Reinga em Northland e a selvagem costa sul de Fiordland, a Nova Zelândia consegue englobar uma vasta gama de atrações. Fique em uma região para explorar os destinos menos visitados, ou pule entre as ilhas Norte e Sul para ver o que diferentes regiões têm a oferecer.

Não importa por quanto tempo você esteja viajando uma coisa é certa; nunca vai faltar lugares para você ver na Nova Zelândia.

Waiotapu Thermal Wonderland – A Waiotapu é uma área geotérmica com fontes termais, piscinas de lama e geyser coloridos. São 18 quilômetros quadrados de maravilhas quentes, de área preservada, mas com muita busca por turistas. Uma das atrações é a Champagne Pool, uma fonte termal de água super quente, com areia laranja ao redor.

Monte Victoria – Localizado no centro de Wellington está o Monte Victoria, uma colina proeminente com uma visão incrível de toda a cidade – ele possui 196 metros de altura. Uma curiosidade do Monte Victoria é que ele foi locação da trilogia “Senhor dos Anéis”, por isso atrai tantos turistas. Além disso, a quatro quilômetros ao sul, e separados por uma cordilheira, há outra colina urbana: o Monte Albert.

Sky Tower – Já para quem quer apreciar uma vista urbana, a Sky Tower é o destino perfeito. Trata-se de uma torre de comunicação na cidade de Auckland construída em 1990. Possui 328 metros, é uma das torres mais altas do hemisfério sul e se tornou um grande símbolo da cidade. Claro que a vista do mirante atrai muitos turistas e pode ser conferida pelo street view.

Auckland –  A cidade de Auckland é a porta de entrada para brasileiros, já que todos os voos que saem do País pousam na região. A cidade é uma boa pedida: tem a torre Sky Tower, que oferece uma vista maravilhosa da cidade, praias e jardim botânico.

Ilha sul – Já na Ilha Sul, os invernos são gélidos e os verões amenos. Nesse trecho da Nova Zelândia, as atrações são os picos cobertos de nove e os glaciares. A vida marítima tem vez na ilha, com a presença de focas e baleias.

Somem-se a esses recursos naturais: vinhos esplêndidos, cidades vibrantes, como Auckland e Christchurch, gente amável e uma infraestrutura exemplar de turismo sustentável – eis um dos destinos mais completos e sedutores da face da Terra.

Milford Sound – Milford Sound é um dos principais pontos turísticos da Nova Zelândia e não é por menos; afinal, a aventura é garantida. Trata-se de um fiorde ao sul do país, formada pelo degelo das montanhas e ação dos ventos. Encontra-se no segundo ponto mais pluvioso do mundo e seu ponto mais alto é o Pico Mitre, a 1692 metros de altitude. Através do street view, você pode ter uma visão maravilhosa desta beleza natural.

Lago Tekapo – Pequena cidade com apenas 369 habitantes que fica próxima do lago de mesmo nome. Imagine uma cidade pequena como essa, com uma paisagem paradisíaca, de montanhas geladas, lagos e campos de lavanda ao redor? Felizmente, tudo isso é possível conferir online através do street view.

Larnach Castle – Também na Ilha Sul fica o Larnach Castle, um castelo da era vitoriana que foi construído por William Larnach em 1871. O castelo e seu criador proporcionam uma visão fascinante da história de Dunedin. Com um salão de festas de 280 m quadrados, uma torre com vistas deslumbrantes da Península de Otago e suntuosos jardins em estilo vitoriano, o Larnach Castle é imperdível.

Outro ponto inesquecível para quem ama a natureza é o Fiordland National Park. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, o Fiordland National Park abriga os majestosos fiordes de Milford e Doubtful Sounds, que você pode conhecer de barco, pelo ar ou a pé.  O parque pode ser acessado pela cidade de Te Anau.

Wanaka – Pode parecer impossível, mas na Ilha Sul dá para deixar as montanhas para se aventurar nas geleiras e lagos de água cristalina. O Mt Aspiring National Park, Wanaka, proporciona muitas atividades para entusiastas da vida ao ar livre, incluindo trilhas, jet boating e voos panorâmicos.

Auckland War Memorial Museum Tāmaki Paenga Hira – Se você deseja conhecer mais sobre a história da Nova Zelândia, o Museu de Auckland acumula uma grande história contada através de 200 mil objetos sobre toda a Polinésia. São materiais etnográficos, arqueológicos, biológicos (incluindo milhares de espécimes botânicos), marinhos e terrestres. Há também coleções de cartas e diários originais, fotografias e obras de arte, mapas, livros raros, jornais antigos, cerâmica e até instrumentos musicais.

Parque Nacional Abel Tasman – Outra beleza natural imperdível da Nova Zelândia é o Parque Nacional Abel Tasman, entre Golden Bay e Tasman Bay, no extremo norte da Ilha Sul. Foi nomeada em homenagem ao primeiro explorador europeu que pisou na Nova Zelândia, Abel Tasman. O parque é um dos menores, mas sua beleza compensa. Possui diversas baías, rios, florestas e pequenas ilhas; Além da flora, também é repleto de aves, como pinguins, gaivotas, andorinhas-do-mar e garças.

Igreja feita de árvores – Apaixonado pela arquitetura das igrejas e pela beleza natural das árvores, o fazendeiro Barry Cox decidiu que os jardins que ele estava criando na cidade de Ohaupo, no centro da Ilha Norte, “precisavam de uma igreja”.  Juntando suas duas paixões, ele então construiu uma a partir de árvores. Cox projetou uma estrutura de ferro e plantou árvores para crescer sobre ela. O resultado é um espaço natural delicioso, cheio de luz e calor. O altar de mármore vem da igreja católica onde ele era coroinha.

A “Igreja da Árvore”, inicialmente uma propriedade privada, foi aberta ao público em 2015. Com capacidade para 120 convidados, realiza todos os anos muitos casamentos dos sonhos.

Museu Hokonui Moonshine – Inaugurado em 2000, o museu foi construído para preservar uma história curiosa de contrabando e consumo de uísque durante os anos de proibição no século XIX.

A viúva Mary McRae chegou ao distrito de Hokonui em 1872, vinda da Escócia com seus sete filhos e uma garrafa de uísque. Baseando-se nas gerações de destilação de sua família, seu produto rapidamente se tornou famoso por sua qualidade.

Cavernas de Waitomo – Abaixo das colinas verdes de Waitomo existem labirintos de cavernas, sumidouros e rios subterrâneos. O nome da região vem das palavras Maori wai (água) e tomo (buraco).

As cavernas foram formadas por correntes subterrâneas passando pelo calcário macio durante milhares de anos. Muitas possuem estalactites incríveis crescendo do teto e estalagmites crescendo do chão, cones pontudos de rocha em camadas formados durante séculos pelo gotejamento de água. As paredes das cavernas são decoradas com galáxias de vaga-lumes nativos. O efeito é incrível, parece que você está olhando para um céu estrelado.

Chatham Islands – As Chatham Islands, a 800 quilômetros a leste de South Island, é o destino menos batido possível de se visitar. Com um cenário extraordinário e anfitriões acolhedores, esse lugar não sairá de sua cabeça.

As Chatham Islands foram inicialmente habitadas pelo povo moriori, polinésios com origens semelhantes aos maoris neozelandeses. Os colonizadores e baleeiros europeus foram os próximos a chegar, seguidos pelo povo maori da Nova Zelândia continental. Os descendentes do povo moriori ainda vivem nas Chatham Islands; o Te Kopinga, um marae (centro para a comunidade) recentemente construído, é o testemunho do renascimento de sua cultura.

Stewart Island – Terceira maior ilha da Nova Zelândia, situada a 30 quilômetros ao sul de South Island, através de Foveaux Straight. No idioma maori, o lugar é conhecido como Rakiura, que significa “a terra dos céus brilhantes”. Você descobrirá o porquê quando observar a aurora austral que geralmente aparece no céu ao sul.

Mais de 85% da ilha é considerada Parque Nacional, e a maioria das pessoas vem aqui pelas caminhadas. Faça a caminhada de três dias da Rakiura Track para aproveitar toda a beleza selvagem de Stewart Island. A uma certa distância da praia, em Ulva Island, você verá um santuário com raras aves nativas sem predadores. É o único lugar na Nova Zelândia onde você pode ver facilmente um quivi em seu habitat natural.

Ilhas subantárticas – As remotas Ilhas subantárticas da Nova Zelândia compõem uma região de beleza esquecida, composta por paisagens rústicas e vida selvagem única.

Localizadas no sul da Nova Zelândia, no Oceano Antártico, as belas e rústicas Ilhas subantárticas são um paraíso esquecido. Elas são o lar de algumas das vidas selvagens mais abundantes e únicas do planeta, com várias espécies de pássaros, plantas e invertebrados não encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

Essas ilhas remotas receberam o status de Patrimônio da Humanidade da UNESCO e recebem o mais alto grau de proteção entre as reservas naturais da Nova Zelândia.

Apesar do plano de gerenciamento rigoroso que restringe o número de pessoas permitidas em terra a cada ano, algumas empresas de turismo como a Heritage Expeditions e Wildlife and Wilderness realizam excursões para as ilhas ao longo de todo o ano.

Tairawhiti – O lugar onde as primeiras canoas polinésias desembarcaram, onde o Capitão Cook fez sua primeira chegada e onde maoris e europeus se encontraram pela primeira vez. Gisborne, o maior povoado em Tairawhiti, é a primeira cidade do mundo a ver o sol todos os dias.

Nesse pedaço relaxado e escondido do país, o mundo segue mais lentamente; andar a pé e a cavalo são os meios de transporte mais comuns. Você pode até querer um carro, mas também não deixará de querer fazer as coisas com calma.

 

Manaakitanga

A cultura maori é muito forte no país e é responsável pelos valores que guiam os neozelandeses, como senso de comunidade e o respeito aos indivíduos e à terra. A palavra manaakitanga pode ser entendida como hospitalidade e diz muito sobre como os nativos tratam seus visitantes. Os kiwis – apelido dado aos neozelandeses – acreditam que a forma como se trata o outro reflete o que você é e, portanto, costumam receber muito bem os turistas. Existe até uma expressão criada para refletir esse jeito de ser das pessoas do país, a “bondade kiwi”.

 

Segurança

O país é considerado um dos mais seguros do mundo em diversos rankings, incluindo o Global Peace Index 2020, no qual ficou em segundo lugar, atrás apenas da Islândia. Ao longo de sua história, a Nova Zelândia adotou iniciativas que diminuíram as desigualdades do país e aumentaram o bem-estar da população, o que também tem reflexos positivos para as turistas. O país tem um dos melhores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, posicionado em terceiro lugar no ranking global.

 

Direitos das mulheres

A Nova Zelândia é uma referência quando se fala nos direitos das mulheres porque foi o primeiro país do mundo, em 1893, a conceder o direito de voto a elas. Liderado por Kate Sheppard, o movimento promovia reuniões com palestras e discursos para mulheres em todo o país. O voto feminino foi resultado de um pedido assinado por quase um quarto da população feminina adulta e se tornou lei depois de passar pelo Parlamento e pela aprovação do governador-geral, Lord Glasgow.

 

Transporte

Com uma área total que se assemelha à do estado de São Paulo, as distâncias não representam uma dificuldade para as turistas. Além disso, não faltam opções de transporte: carros, ônibus, aviões, helicópteros e barcos são opções para se deslocar pelo país e vencer barreiras naturais como rios e montanhas. Quem quer conhecer tanto a Ilha Norte quanto a Ilha Sul na mesma viagem consegue se deslocar entre os dois pontos em pouquíssimo tempo. São aproximadamente 3h30 via ferry boat e a partir de 30 minutos de avião, a depender da localização.

 

Nova Zelândia na pandemia

O sucesso no combate à pandemia na Nova Zelândia permitiu os moradores do país a viver uma realidade diferente da do resto do mundo. Quem deseja visitar as ilhas, porém, terá que adiar os planos e aguardar mais um pouco.

Em entrevista coletiva, a primeira-ministra Jacinda Ardern afirmou que, embora as fronteiras fechadas afetem a indústria do turismo, seu governo acredita que a abertura ainda representa um risco grande.

“Para retomar as viagens precisamos de ao menos uma de duas coisas: da confiança de que ser vacinado significa não passar covid-19 para outras pessoas ou de grande parte da população vacinada e protegida para que as pessoas possam entrar novamente na Nova Zelândia com segurança”.

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